BRASIL
Terça-feira, 17 de Novembro de 2015, 19h:37
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PMDB/PRESIDÊNCIA
Partido terá candidato próprio
ANA CRISTINA CAMPOS
Da Agência Brasil - Brasília
Durante seu discurso ontem no Congresso da Fundação Ulysses Guimarães, o vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, foi interrompido por militantes que gritaram "impeachment e Temer presidente. Ele respondeu aos correligionários que, por enquanto, não. Vamos esperar. Em 2018, vamos lançar um candidato [à Presidência da República]. Temos grandes nomes no PMDB, não eu. Estou encerrando minha vida pública. Temer disse que o Programa Uma Ponte para o Futuro, documento com propostas para tirar o Brasil da crise, divulgado em outubro e que está sendo discutido no encontro, não é eleitoral. Esse programa pode ser uma contribuição para o governo a que eu pertenço para retomar o crescimento, a estabilidade. CRISE Segundo o vice-presidente, para sair da crise econômica, as mudanças devem ser estruturais e não apenas cosméticas. Devemos escolher nossas prioridades. Temos que equilibrar nossas contas públicas e realizar adequações nos gastos para permitir o controle da inflação, a queda dos juros e a retomada da capacidade de investimento o mais rápido possível. Temos que ter coragem de não fugirmos dessa luta, de não encolhermos diante de qualquer demagogia fácil. A sociedade brasileira exige ousadia e demanda um Estado moderno, ágil e eficaz. CUNHA O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também disse que o partido terá candidato à Presidência da República em 2018 e vai disputar as eleições municipais em 2016 com seus candidatos. Ninguém mais tem dúvida que o PMDB tem que buscar seu caminho próprio. Time que não joga, não tem torcida. Isso acabou. E haverá discussão se o PMDB tem ou não tem que ficar atrelado ao projeto que aí está. Nós não temos compromisso com aquilo que está sendo colocado, porque não participamos da sua formação. Sem que nossa voz possa ser ouvida, o PMDB tem que buscar seu caminho. E essa voz não pode ser abafada por meia dúzia de carguinhos para poder calar aqueles que não têm compromisso com o partido, afirmou Cunha, em discurso no Congresso da Fundação Ulysses Guimarães, em Brasília. ROMPIMENTO Cunha rompeu com o governo em julho e tenta convencer seu partido a ter a mesma posição. No encontro, os peemedebistas debatem o programa Uma Ponte para o Futuro, documento com propostas para tirar o Brasil da crise, divulgado em outubro.