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Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

BRASIL
Sexta-feira, 20 de Março de 2009, 21h:27

BRASIL E ARGENTINA

Países querem acelerar acordos

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Cristina Kirchner, discutiram ontem a aceleração de medidas que ajudem o setor produtivo dos dois países, especialmente na questão do crédito. Um dos pontos mais importantes é a colocação em prática de um protocolo entre o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco de La Nación Argentina e BICE (Banco de Integração e Comércio Exterior) para o financiamento de empresas argentinas e de empresas brasileiras que atuem naquele país. "Precisamos acelerar a vigência do convênio entre o BNDES, o Banco de La Nación e o Banco de Integração e Comércio Exterior. Esse acordo permitirá ao Brasil ultrapasse os US$ 3,6 bilhões de crédito aberto para empreendimentos na Argentina desde 2003", disse Lula no encerramento de seminário empresarial Brasil-Argentina na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). "Já estão aprovados financiamentos para distribuição de gás na Província de Córdoba, assim como para a geração de eletricidade e saneamento", disse. "Para estimular o comércio e os investimentos, é preciso também acelerar projetos binacionais em estudo, como pontes, ferrovias e hidrelétricas na fronteira." Outro meio de financiar projetos de infraestrutura na região, diz Lula, é fazer com que o Banco do Sul --banco de fomento regional da América do Sul-- saia do papel. "Finalmente, parece que segunda-feira, os nossos ministros da Economia vão se reunir e parece que finalmente nós vamos ter o Banco do Sul funcionando aqui na nossa querida América do Sul", disse. O Banco do Sul, cuja criação foi oficializada no final de 2007, terá capital inicial de US$ 7 bilhões e conta com participação de Brasil, Argentina, Venezuela, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Equador. Porém, ainda não está em funcionamento. "A economia teve problemas sérios em outubro, novembro e dezembro, e sei que certamente não cresceremos tanto quando pensávamos crescer. Mas o Brasil estará entre os países que crescerão de forma positiva, diferente de países que estão em recessão, como Estados Unidos, alguns europeus e o Japão", disse.

Edição EDIÇÃO 16964




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