Os líderes do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), e do PSDB, deputado Antonio Imbassahy (BA), protocolaram na Procuradoria-Geral da República (PGR), representação contra o ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o antigo titular da pasta Alexandre Padilha. No documento, os partidos oposicionistas pediram que seja apurado suposto crime de responsabilidade na contratação de profissionais cubanos para o prograna Mais Médicos. A oposição também solicitou que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República investigue o atual ministro da Saúde. Os líderes de DEM e PSDB pedem explicações sobre o repasse feito pelo Ministério da Saúde ao governo de Cuba para honrar o contrato firmado com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) para trazer médicos da ilha governada por Raúl Castro. A Opas transfere o dinheiro pago pelo Brasil ao governo cubano, que repassa os valores aos médicos. Apesar de os demais profissionais do Mais Médicos receberem bolsa de R$ 10 mil, o salário repassado aos cubanos era de US$ 400 (R$ 933) e mais US$ 600 (R$ 1,4 mil), que ficavam depositados em uma conta em Cuba. Nesta sexta, o ministro Arthur Chioro anunciou que os cubanos passarão a ganhar US$ 1.245 (cerca de R$ 2,9 mil) por mês a partir de março. Os líderes da oposição questionam nas representações apresentadas à PGR e à Comissão de Ética o salário pago aos médicos cubanos e dizem haver desrespeito às normas trabalhistas. "Em nenhum momento durante o processo de recrutamento de médicos em Cuba ficou esclarecido pelo governo cubano que este repassaria apenas 22% do que o programa brasileiro estava ofertando aos médicos intercambistas", diz o documento levado ao Ministério Público.