BRASIL
Sábado, 24 de Maio de 2008, 14h:09
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MORTE
O último adeus ao senador Jefferson Péres
O velório ocorre no Palácio Rio Negro, em Manaus. Péres morreu na casa onde morava, no bairro de Adrianópolis, vítima de um infarto fulminante
O corpo do líder do PDT no Senado, Jefferson Péres (PDT-AM), 76, foi enterrado ontem no cemitério São João Batista, em Manaus (AM). Ele morreu sexta-feira vítima de um infarto fulminante. O velório ocorre no Palácio Rio Negro, em Manaus. Péres morreu na casa onde morava, no bairro de Adrianópolis. O senador passava o feriado de Corpus Christi com a família. Ele nasceu em 19 de março de 1932, em Manaus. Professor e advogado, ocupava vaga no Senado desde 1995, e exercia seu segundo mandato na Casa. Ele era filiado ao PDT desde o início de 1999. Péres participou, na década de 50, da campanha "O Petróleo É Nosso" e, em 1988, foi eleito para seu primeiro cargo público: o de vereador em Manaus, cargo para o qual foi reeleito para segundo mandato, cumprido até 1995, quando assumiu sua cadeira no Senado. Ele também foi candidato à vice-presidência do Brasil nas eleições de 2006, na chapa do também senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Péres era o líder da bancada do PDT no Senado. Às 10h30, horário de Manaus (11h30 horário de Brasília), uma comitiva com 13 senadores chegou ao Centro Cultural Palácio Rio Negro para o velório e enterro. Entres eles o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB, Pedro Simon (PMDB), João Pedro (PT) e Patrícia de Sabóia (PDT). O senador Eduardo Suplicy (PT) não esperou pela comitiva e chegou a Manaus na manhã de sábado. A ex-senadora Heloísa Helena (P-Sol), amiga de Péres, estava em Manaus desde a tarde de sexta-feira. O vice-presidente da República, José Alencar, deve chegou no local meia-hora antes do sepultamento de Péres. Para os parlamentares presentes ao velório, a morte de Péres é uma "perda irreparável". "Era um senador combativo, intransigente no trato da coisa pública, um senador que trabalhou em defesa da Amazônia, o senador do 'Petróleo é Nosso', alguém que, apesar da aparência sisuda, fechada, era um grande coração", disse Carlos Luppi, ministro do Trabalho. "Ele sempre será um exemplo para todos aqueles que atuam no serviço público", disse Eduardo Suplicy. "Perdi um amigo", afirmou Garibaldi Alves, presidente do Senado. HOMENAGENS Na sexta-feira, o Senado Federal aprovou requerimento de pesar e decretou luto de três dias pela morte do senador. Depois de uma rápida sessão de homenagens ao líder do PDT, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), suspendeu os trabalhos da Casa Legislativa, como previsto pelo regimento interno em caso de morte de parlamentares. O Senado também decidiu encaminhar condolências à família de Péres.