BRASIL
Sexta-feira, 28 de Maio de 2010, 20h:53
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CALAR AS ARMAS
O Brasil aposta em "entendimento
JACQUELINE FARID e GUSTAVO URIBE
Da Agência Estado Rio
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o Brasil "aposta no entendimento que faz calar as armas, investe na esperança que supera o medo". Ele defendeu os entendimentos entre o Brasil e o Irã e disse que visitou aquele país "buscando uma solução negociada para os conflitos". Lula argumentou, no discurso de abertura do Terceiro Fórum Aliança de Civilizações das Nações Unidas, que "o mundo precisa do Oriente Médio em paz e o Brasil não está alheio a essa necessidade". O presidente acrescentou que "acreditamos que a energia nuclear deve ser um instrumento para o desenvolvimento, não uma ameaça". Lula falou também sobre a crise econômica que abalou o mundo a partir de 2008. "A crise financeira que se abateu sobre todos mostrou a necessidade de se contar com organizações multilaterais poderosas", disse. "Encontramos resistência a mudanças, com governantes transferindo o ônus da crise aos mais fracos, com medidas protecionistas, responsabilizando imigrantes pelos problemas", acrescentou. Segundo o presidente, a adesão do Brasil a essa Aliança "está em sintonia com os princípios universalistas que regem o Estado brasileiro e sua política externa". O Fórum, que termina hoje, conta com a presença de outros chefes de Estado, como a presidente da Argentina, Cristina Kirchner e o presidente da Bolívia, Evo Morales. MULTA O Ministério Público Eleitoral (MPE) ingressou ontem com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que sejam aplicadas multas no valor de R$ 25 mil ao PT, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à pré-candidata da sigla à Presidência, Dilma Rousseff. O MPE acusa os petistas de terem feito propaganda eleitoral antecipada da ex-ministra no programa partidário do partido, veiculado em cadeia nacional no dia 13. O pedido de punição é assinado pelo procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel, que também solicita ao TSE a redução do tempo reservado à propaganda partidária do PT no segundo semestre de 2011. Na representação, Gurgel ressalta que o PT fez "explícita exaltação" do nome de Dilma, além de ter promovido "propaganda negativa" do presidenciável do PSDB, José Serra.