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BRASIL
Sexta-feira, 08 de Agosto de 2008, 20h:33

LEI SECA

Nova lei reduzirá acidente em até 40%

PEDRO DANTAS
Da Agência Estado – Rio
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que a nova lei deverá reduzir de 30% a 40% o número de acidentes e mortes causadas pelo consumo de álcool entre os motoristas. "Não encerramos ainda o balanço de todos os casos. O efeito médio pode ter alcançado de 30% a 40% na redução de acidentes e mortes, nas rodovias estaduais, federais e nas cidades." Tarso disse que, seguramente, a queda não será menor que 30%, após participar ontem de um debate sobre o tema no Sindicato dos Médicos do Rio. Dados oficiais do Ministério da Justiça apontam que nas férias escolares de julho, período em que pela primeira vez em quatro anos caiu o número de mortes nas estradas, a redução foi de 14,5%, em relação ao mesmo período em 2007. Em 31 dias foram 10.500 acidentes, com 530 vítimas fatais e 6.005 feridos. O relator da Lei 11.805/08, o deputado federal Hugo Leal (PSC- RJ) disse que apenas o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) registrou uma queda de 24% em todo o país no atendimento a vítimas de acidentes de trânsito. Segundo ele, a redução no Rio chegou a 31%. O parlamentar anunciou que até quarta-feira autoridades da área de saúde, do trânsito e parentes de mortos em acidentes automobilístico se reunirão com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para mostrar com intuito de convencer os magistrados a votar pela manutenção da Lei no julgamento ainda sem data marcada no STF. "Basicamente, eles vão julgar a produção de provas contra si mesmo e um suposto rigor da lei na taxa de alcoolemia. Vamos mostrar aos ministros que a Lei não beneficia apenas no trânsito, pois números mostram que ela diminuiu os casos de violência doméstica", salientou Leal . Advogado, Tarso disse que está preocupado com a futura decisão do STF. "Todo julgamento de constitucionalidade é preocupante, porque a questão que chega ao STF oferece duas possibilidades de racionalização. Então, os ministros têm condições de julgar tanto para um lado ou para o outro", declarou o ministro hoje, após um debate sobre a Lei no Sindicato dos Médicos do Rio.

Edição EDIÇÃO 16967




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