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Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

BRASIL
Sábado, 16 de Abril de 2016, 14h:15

Muro polêmico vai separar contra e a favor

Brasília receberá hoje uma multidão politicamente polarizada na Esplanada dos Ministérios. O governo do Distrito Federal (DF) espera público de 200 mil pessoas para acompanhar a votação do impeachment na Câmara. Para evitar conflitos, a polícia adotou a estratégia polêmica de instalar um muro metálico ao longo de todo o canteiro central da Esplanada, do gramado do Congresso à rodoviária. A região ficará, assim, dividida em duas partes: do lado sul, ficarão os favoráveis ao afastamento da presidente; no lado norte, os que defendem a permanência. Um corredor de 80 metros de largura e um quilômetro de extensão no meio dos dois grupos será ocupado por policiais a cavalo e com cães de guarda. Chamado de Operação Esplanada, o esquema de segurança terá 3 mil agentes da Polícia Militar do Distrito Federal, 300 policiais legislativos do Congresso e 700 policiais civis, contingentes do Corpo de Bombeiros e Departamento de Transito do DF para reforçar a segurança dos manifestantes. Além disso, a Força Nacional estará de prontidão. Os grupos pró-impeachment, entre os quais o Movimento Brasil Livre (MBL), convocam a população para se reunir a partir das 14h no local. Quatro telões serão montados para acompanhar a votação. O evento contará ainda com carros de som e shows de música (os nomes dos artistas ainda não foram confirmados). Os manifestantes não poderão usar os carros de som para fazer discursos – a utilização do equipamento está restrita à orientação da multidão. Movimentos sociais associados à Frente Brasil Popular realizam ainda eventos durante todo o final de semana em um acampamento montado no Ginásio Nilson Nelson, ao lado do estádio Mané Garrincha. A presidente confirmou presença às 10h de sábado no local. No Palácio do Planalto, a informação é de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará ao lado de Dilma para, juntos, agradecerem aos integrantes dos movimentos sociais que forem para Brasília apoiá-la.

Edição EDIÇÃO 16967




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