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BRASIL
Quarta-feira, 16 de Maio de 2012, 21h:30

VÍRUS

Mortes por aids apresentam queda acentuada em São Paulo

ELAINE PATRICIA CRUZ e RENATA GIRALDI
Da Agência Brasil - São Paulo
O número de mortes em decorrência do vírus da aids no Estado de São Paulo está em queda. Se em 1995, ano de maior mortalidade em decorrência do vírus, ocorreram 7.739 casos fatais em todo o estado; em 2010 o número de casos caiu para menos da metade (3.141 eventos fatais). Os dados foram divulgados ontem pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), com base em informações obtidas pelo registro civil. Segundo a Fundação Seade, entre 1985 e 2010, 97.494 pessoas morreram em decorrência da aids em todo o estado. Desse total, 72.033 eram homens. “No início da década de 1990, a aids respondia por 1,5% do total de mortes de residentes no estado de São Paulo e passou a 3,4% em 1995, ano de pico da mortalidade da epidemia. Já em 2010, ela foi responsável por 1,2% dos óbitos”, diz a pesquisa. A maior proporção de óbitos concentra-se atualmente na faixa etária de 40 a 44 anos, entre homens, e de 35 a 39 anos, para mulheres. Isso indica, segundo a Fundação Seade, um visível envelhecimento no padrão da mortalidade, já que em 1990 o maior número de mortes se concentrava no grupo de 30 a 34 anos, para homens, e de 25 a 29 anos, para mulheres. Para a Fundação Seade, os avanços da terapia antirretroviral e a distribuição universal e gratuita dos medicamentos assegurada pelo Ministério da Saúde tem contribuído para aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida dos portadores do vírus da aids. NOVA DROGA Uma equipe de especialistas de saúde dos Estados Unidos defende o uso de uma droga denominada Truvada, primeiro medicamento desenvolvido para prevenir que indivíduos saudáveis contraiam o vírus HIV. No entanto, a medida divide opiniões e só será aplicada no país após a definição do órgão oficial que é responsável pelo tema. Os especialistas recomendaram à agência reguladora norte-americana de medicamentos e alimentos (cuja sigla em inglês é FDA) o uso da droga no tratamento dos pacientes. O FDA tem até o dia 15 de junho para decidir sobre o assunto. Para os especialistas, a aprovação da droga representa um marco histórico na luta contra a aids. A recomendação é que o Truvada seja associado a outras drogas retrovirais. De acordo com estudos feitos em 2010, a nova droga pode reduzir o risco de infecção pelo HIV de 44% a 73%. Experimentalmente, desde 2004, o Truvada tem sido usado como um tratamento para pessoas infectadas com o HIV nos Estados Unidos. Em votação, durante um painel com representantes de especialistas e da comunidade, a aprovação do novo medicados obteve 19 votos favoráveis e 3 contrários.

Edição EDIÇÃO 16967




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