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BRASIL
Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014, 21h:25

PASSARELA

Morre 5ª vítima de acidente no Rio

O número de mortos após a queda de uma passarela na Linha Amarela no Rio de Janeiro subiu para cinco ontem. Luiz Carlos Guimarães, 70 anos, estava internado em coma no Hospital Municipal Salgado Filho. Ele sofreu traumatismo craniano e um edema cerebral e não resistiu aos ferimentos. Luiz Carlos estava no banco de trás do Palio, um dos três veículos atingidos pela estrutura que caiu por volta das 9h15 de ontem, depois que um caminhão se chocou contra a passarela em uma das principais vias expressas do Rio. Além dos cinco mortos, quatro pessoas ficaram feridas, segundo a concessionária Lamsa, que administra o trecho. A Linha Amarela ficou completamente interditada nos dois sentidos devido ao acidente. Imagens divulgadas pelo Centro de Operações Rio mostram que o caminhão se chocou com a passarela, que tem cerca de 4,5 metros de altura, porque estava com a caçamba levantada no momento do acidente, derrubando, assim, a estrutura de metal. O acidente ocorreu entre os acessos 4 e 5 da Linha Amarela, em Pilares, e causou grande engarrafamento nos dois sentidos da via. À polícia, o motorista do caminhão, Luis Fernando da Costa, 31 anos, internado no Hospital Lourenço Jorge, zona oeste da cidade, disse que não sabia que estava com a caçamba levantada. Se confirmada a culpa, ele responderá por quatro homicídios culposos e quatro lesões corporais culposas — o quinto ferido é o próprio motorista —, quando não há a intenção de matar ou ferir. Os corpos de Adriano Oliveira, 26 anos, e de Alexandre Almeida foram enterrados ontem, às 13h30, no Cemitério de Inhaúma, na zona norte do Rio. Antes, às 13h, foi feito o sepultamento de Célia Maria, que passava pela passarela na hora da tragédia. Já o corpo de Renato Soares foi enterrado Cemitério do Maruí, em Niterói, na região metropolitana do Rio. MOTORISTA O motorista Luiz Fernando Costa estaria falando ao telefone celular quando o caminhão que dirigia bateu na estrutura com a caçamba elevada. A informação foi divulgada ontem pelo delegado da 44ª Delegacia de Polícia (Inhaúma), Fábio Asty, responsável pelas investigações do acidente, que deixou cinco pessoas mortas e quatro feridas. O delegado tomou depoimento formal de Luiz Fernando, que admitiu que falava ao celular com um colega de empresa. Contudo, Asty disse que o telefone será periciado, para checar se realmente houve a ligação no momento do acidente, que ocorreu às 9h13, segundo a empresa Lamsa, que administra a Linha Amarela.

Edição EDIÇÃO 16967




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