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BRASIL
Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011, 19h:07

DENÚNCIAS

Ministro nega participação em esquema

Negromonte rebateu envolvimento em um suposto esquema de corrupção e garantiu que suas ações se baseiam na legalidade, moralidade e no respeito à Constituição

MARLI MOREIRA
Da Agência Brasil - São Paulo
O ministro das Cidades, Mário Negromonte, voltou a negar ontem que esteja envolvido em um suposto esquema de corrupção. Ele garantiu que suas ações se baseiam na legalidade, moralidade e no respeito à Constituição. “Tudo permitido, senão não estaria aqui”, disse o ministro, após discursar na abertura de seminário da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), em São Paulo. Negromonte falou sobre o assunto ao responder a uma pergunta de um jornalista sobre matéria publicada ontem no jornal O Estado de São Paulo. Segundo a reportagem, ele é suspeito de ter desviado recursos públicos da Câmara dos Deputados, em 2010, para pagamento de despesas em uma companhia aérea. Além da matéria de ontem do jornal paulista, a última edição da revista Veja também publica reportagem envolvendo o ministro. Segundo Veja, ele articulou um esquema de oferecimento de propina para correligionários em troca de apoio político. Ainda de acordo com a revista, o objetivo era neutralizar os efeitos de um conflito interno no seu partido, o PP. Em seu discurso durante o seminário, o ministro fez menção a esse fato. “Aqui e acolá, a gente tropeça em uma palavra e em uma frase, mas jamais irei tropeçar na ética de fazer política, na seriedade da transparência e na honestidade.” Ele disse também que se sente honrado em integrar a equipe de governo da presidente Dilma Rousseff, e enalteceu a atuação dela na gestão do dinheiro público. “Tem de ser bom maratonista para arrancar dinheiro do governo federal. Ela tem o foco técnico, tem o mapa do Brasil na cabeça e vai surpreender pela capacidade de gestão”. Dirigindo-se aos empresários, Negromonte destacou que o setor de mobilidade urbana nunca recebeu tanto apoio como agora. Ele observou que os recursos aumentaram de R$ 600 milhões para R$ 32 bilhões entre 2003 e 2009. Somente nos projetos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os ligados à Copa do Mundo de 2014 serão gastos R$ 12 bilhões em mobilidade urbana. Ele citou ainda outras ações vinculadas ao Ministério das Cidades, como o o plano de saneamento básico para universalizar o atendimento até 2020, com verba prevista em R$ 400 bilhões, e investimentos no melhoria das construções destinadas ao Programa Minha Casa, Minha Vida.

Edição EDIÇÃO 16961




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