BRASIL
Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011, 19h:42
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ESPORTE
Ministro cede às pressões e deixa o cargo
Por enquanto, a pasta deve ser comandado por um interino, o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Waldemar Manoel Silva de Souza
O ministro Orlando Silva (Esporte) deixou ontem o cargo no governo. Ele pediu demissão após reunião com a presidente Dilma Rousseff no fim da tarde de ontem. Segundo ele, a saída foi uma medida para "salvar sua honra". "Ela [Dilma] apoiou essa decisão por entender que, dessa maneira eu posso defender com mais ênfase a minha honra. A minha honra que foi ferida sem nenhuma prova cabal", disse durante entrevista coletiva na saída do encontro. Durante a entrevista, Orlando disse que só responderia três perguntas porque precisava "bater parabéns" para Dona Vanda, sua mãe. O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) afirmou que, ao menos por enquanto, o ministério deve ser comandado por um interino. O secretário-executivo do Ministério do Esporte, Waldemar Manoel Silva de Souza, é quem deve ficar interinamente no cargo. Carvalho não revelou quem são os possíveis substitutos de Orlando, mas disse que o ministério deve continuar sob o comando do PC do B. Ainda de acordo com Carvalho, nas reuniões que o governo teve com o presidente do PC do B anteontem à noite e com o próprio ministro Orlando Silva, ontem, pela manhã, não se chegou a um acordo sobre o nome do substituto. Como não houve uma definição sobre o nome, a presidente poderá nomear o secretário executivo como interino para poder decidir com calma. "Pode haver situação de interinidade. É o mais provável", disse o ministro. Ontem, pouco depois do início do evento de posse de Ana Arraes como ministra do TCU (Tribunal de Contas da União), as deputadas do PC do B Perpétua Almeida (AC) e Luciana Santos (PE) deixaram o evento rumo a um encontro com a cúpula do partido. Luciana está entre os nomes cotados para assumir a pasta - era a escolha de Dilma em dezembro para o ministério. Também são cotados para o cargo o deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP) e o presidente da Embratur, Flávio Dino (PC do B-MA). O CASO Orlando é suspeito de participação num esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, que dá verba a ONGs para incentivar jovens a praticar esportes. A acusação foi feita à revista "Veja" pelo policial militar João Dias Ferreira. Após pedido feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na semana passada, o STF (Supremo Tribunal Federal) abriu um inquérito para investigar o caso. Na avaliação do Planalto, a decisão do STF agravou a situação do ministro. " O PC do B disse que respeita a decisão da presidente. Sabe que a decisão é da presidente, e o ministro Orlando Silva foi de uma maturidade política muito grande."