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BRASIL
Quarta-feira, 02 de Setembro de 2009, 08h:12

SUPREMO

Menezes Direito morre aos 66 anos

FABIANA CIMIERI e MARCELO AULER
Da Agência Estado – Rio
Após quatro meses de luta contra um câncer no pâncreas, morreu no início da manhã de ontem o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Alberto Menezes Direito. Ele estava internado desde sexta-feira no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona Sul do Rio, com hemorragia digestiva. O ministro completaria 67 anos na próxima terça-feira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou rapidamente pelo velório, às 16h, pouco antes do corpo ser levado para o Cemitério São João Batista, em Botafogo, para o sepultamento. Acompanhado do governador do Rio, Sergio Cabral Filho, e do prefeito Eduardo Paes, Lula cumprimentou os filhos e a viúva do ministro e saiu menos de 10 minutos depois, sem dar entrevistas. Também passaram pelo Centro Cultural da Justiça os ministros Nelson Jobim (Defesa), Tarso Genro (Justiça) e Edson Santos (Igualdade Racial). Direito descobriu o câncer no início de maio e foi operado uma semana depois pela equipe do médico Fábio Miranda. No Supremo Tribunal Federal, seus colegas imaginavam que a sua recuperação seria rápida. As previsões eram de que ele emendaria a licença médica com o recesso de julho e voltaria ao trabalho em agosto. Mas a doença evoluiu e, segundo os médicos, as sessões de quimioterapia e radioterapia a que o ministro se submeteu não surtiram o efeito desejado. A partir de então, a preocupação dos médicos passou a ser de evitar as dores. No sábado à noite, o ministro foi sedado e assim permaneceu até as 6h da manhã de hoje, quando faleceu. Direito era casado com Wanda Viana, com quem teve três filhos: Carlos Alberto, advogado; Gustavo, juiz de direito; e Luciana, promotora. Seu velório foi no atual Centro Cultural da Justiça Federal, um prédio histórico no centro do Rio que serviu de sede do Supremo Tribunal Federal na época em que a cidade foi a capital da República.

Edição EDIÇÃO 16967




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