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BRASIL
Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009, 22h:40

"Mendes cassou um direito de Sean se expressar"

FABIANA CIMIERI e LUCIANA NUNES LEAL
Da Agência Estado – Rio
Com a determinação da Justiça de que o menino S.G., de 9 anos, teria de ser entregue ao pai biológico, David Goldman, hoje até as 9h, família brasileira passou as últimas horas ao seu lado fazendo malas e resolvendo questões práticas, como a viagem da avó Silvana Bianchi aos Estados Unidos, para dar suporte ao neto na mudança. Em entrevista por telefone, Silvana disse que estava tendo dificuldades para encontrar um voo para Nova York às vésperas do Natal. "Ele (S.) está muito triste, não queria ir. O (presidente do STF) Gilmar Mendes cassou um direito dele de se expressar, um direito de ele abrir a boca e dizer que não queria ir." Segundo ela, a família tenta negociar com Goldman uma transição que seja menos traumática para S. Uma das propostas é a de que a entrega não seja feita no Consulado Americano, conforme determina a decisão, mas em um lugar mais resguardado. "A proposta é a gente tentar negociar uma transição. Porque isso vai ser um trauma na vida desse menino, do tamanho de um bonde. A criança não é um pacote que você despacha de um país para o outro", declarou a avó. Um dos tios do menino, Artur Guimarães, disse que Silvana precisou de cuidados médicos após falar com a imprensa, mas, ainda assim, estava decidida a embarcar para os Estados Unidos no mesmo dia que o menino. "O advogado (Sergio Tostes) vai deixar de passar o Natal com a família para acompanhá-la." ADVOGADOS Os advogados de ambas as partes passaram a tarde reunidos para negociar como seria feita essa transição. No encontro, foram conversados detalhes da rotina de S, como seus hábitos alimentares, os remédios que pode tomar e os horários que está acostumado a cumprir.

Edição EDIÇÃO 16962




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