BRASIL
Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008, 21h:31
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PP
Marta quer apoio, mas rechaça Maluf
CLARISSA OLIVEIRA e VERA ROSA
Da Agência Estado - São Paulo
A dez dias do primeiro turno da eleição municipal, a petista Marta Suplicy afirmou ontem que aceita receber no segundo turno o apoio do partido do rival Paulo Maluf, o PP, e de seus eleitores, mas não do próprio candidato. Apesar de Maluf ter engrossado sua lista de apoiadores na eleição de 2004, Marta repetiu a tese de que ela e o rival possuem ideologias completamente distintas. Questionada se aceitaria o apoio do candidato do PP, Marta respondeu: "Do partido do Maluf e dos eleitores do Maluf é evidente que sim. Eu não vou discriminar eleitor. Em relação ao Maluf, estamos em margens separadas do rio". Diante de um pedido de explicações dos jornalistas sobre a possibilidade de uma negociação formal com o PP, Marta não se estendeu. "Vocês estão tentando criar uma situação com a qual não estou preocupada. Eu tenho primeiro que ganhar a eleição." Apesar de alguns petistas ainda não descartarem totalmente a possibilidade de um apoio discreto de Maluf na eleição, o discurso na coordenação da campanha é de que o endosso mais atrapalharia do que ajudaria. Por enquanto, integrantes da equipe petista admitem que Marta poderá inclusive permanecer com a mesma base de apoio atual na segunda etapa da corrida municipal. Ontem, durante uma maratona de atividades de campanha na zona norte, Marta disse que não pretende "colocar o carro na frente dos bois". O plano, afirmou, é avaliar as possibilidades de acordo somente após o dia 5 de outubro. "Deixem eu ganhar o primeiro turno e depois veremos com quem vamos compartilhar o segundo turno." Enquanto isso, disse a petista, a idéia é deixar que os adversários Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) briguem entre si. "Deixa os adversários se matarem, faltarem com o respeito um com o outro, serem truculentos, desrespeitarem a população que não está interessada nessa briga." DE JEITO NENHUM A troca de farpas entre o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, fez o presidente do PMDB paulista, Orestes Quércia, entrar na briga. "Eu espero que Alckmin não vá para o segundo turno, mas, se for, não adianta pedir apoio de novo porque não vou apoiá-lo de jeito nenhum", afirmou. A declaração animou a equipe da candidata do PT, Marta Suplicy.