BRASIL
Sábado, 31 de Julho de 2010, 12h:10
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PERNAMBUCO
Marina Silva defende o Bolsa-Família
MONICA BERNARDES
Da Agência Estado Recife
A senadora Marina Silva (PV) defendeu o programa Bolsa-Família, do governo federal e comprometeu-se a ampliar os recursos e o número de famílias atendidas. "Só acha que o Bolsa-Família é assistencialismo quem mora em um lugar que tem esgoto saneado, água encanada, segurança e conforto. Quem mora no meio da lama, que tem que fazer malabarismos para criar seus filhos, sabe como é importante o dinheiro do Bolsa-Família. E é por isso que eu faço questão de dizer a todos que eu vou manter e ampliar o Bolsa-Família", afirmou, durante visita a comunidade do Coque, na região central da cidade. A comunidade é conhecida por ter um dos maiores índices de violência e tráfico de drogas na capital pernambucana. Durante uma hora e meia de atividades no local, a candidata participou de um encontro com um grupo de 30 crianças, com idade entre 3 e 10 anos, que frequentam a Escola Popular de Direito Constitucional Pequeno Cidadão - instituição criada na comunidade para retirar as crianças esmolavam nos semáforos e tem como foco a introdução de conhecimentos de direito e cidadania para os menores. A senadora inaugurou também a primeira Casa de Marina - residências transformadas em comitê de divulgação da campanha - no Estado. Bastante emocionada (durante alguns momentos chegou até a chorar), a candidata - que foi recebida pelas crianças com a música Coração e Estudante - defendeu a inclusão de exemplos como os da Escola de Direito Constitucional em todas as comunidades de baixa renda no País. "Esta escola nasceu do desejo da comunidade de que as crianças pudessem ter um destino diferente do que a morte ou crime. Este é o maior desejo de qualquer pai, de qualquer mãe. A educação de qualidade, a formação de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres é dever o Estado e por isto este exemplo está sendo incluído em nosso programa de governo como um projeto amplo, que prevê a educação cidadã", destacou. Durante vários momentos, Marina lembrou de sua origem humilde e do fato de ter vivido no analfabetismo até os 16 anos. A escola foi fundada, em 2006, após o assassinato de dois jovens da comunidades. Um deles, de 14 anos, era filho da dona de casa Jacineide Maria da Silva, a Nêga, proprietária do imóvel onde foi montada a Casa de Marina. Sem citar nomes, a senadora criticou as políticas sociais dos adversários. "Assim como em muitas comunidades pobres quem mora aqui no Coque vive o pior dos descasos, o abandono por parte do Poder Público. Isso infelizmente acontece há anos, vem de um governo e passa para o outro e nada muda.