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BRASIL
Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010, 19h:30

REGIMES AUTORITÁRIOS

Marina critica conivência de Lula

EDUARDO KATTAH
Da Agência Estado – BH
A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, criticou ontem a relação de proximidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com regimes autoritários como Cuba e o Irã. Mesmo sem condenar por completo a política externa do atual governo, Marina disse que o Brasil perdeu a oportunidade de reafirmar nas relações internacionais seus princípios democráticos ao dar voz ao presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad ou não condenar as prisões políticas em Cuba A candidata disse que se eleita não dará "audiência" para ditadores. "Temos de tratar a política externa a partir de princípios e valores", disse, citando a democracia, a defesa dos direitos humanos e a defesa da adversidade. "Isso vai orientar a nossa política externa, independentemente de alinhamentos políticos. Não é pelo fato de termos proximidade ideológica que vamos relativizar esses valores. Também não vamos dar audiência para os ditadores que não respeitam a vida, que não respeitam os direitos humanos e não respeitam a democracia. Dialogar sempre, mas fortalecer essa cultura política jamais", disse. Marina, contudo, destacou que não considera a atual política externa "como se fosse toda ela equivocada". "Mas nessa questão da defesa dos direitos humanos eu acho que tivemos equívocos que, inclusive, estamos pagando por isso ainda", reiterou. SENADO Durante encontro com jovens apoiadores em Belo Horizonte, a candidata demonstrou contrariedade com a proposta do candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, que defendeu a extinção do Senado argumentando que a instituição "não serve para nada, a não ser para manter oligarquias", referindo-se ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). De acordo com a senadora licenciada, o Congresso fortalecido é fundamental para a preservação da democracia. "Sou de tradição democrática e eu sei que a melhor forma de defender os interesses dos brasileiros é termos um Congresso que seja forte, que promova o debate, que faça a fiscalização. Tanto o Senado quanto a Câmara dos Deputados, para aqueles que trabalham, que defendem teses comprometidas com a transparência, com a honestidade, a ética na política, são instituições importantes para a democracia", afirmou Questionada se temia perder o posto de terceira via da campanha para Plínio - que também defendeu a legalização de "drogas culturais, como a maconha" e o direito ao aborto, propostas que já foram simpáticas ao PV - a candidata desconversou. AVIÃO DE CARREIRA Durante o lançamento da Plataforma da Juventude para Marina Silva, organizado pelo Movimento Marina Silva e PV Jovem, um representante de Rondônia fez um apelo pela presença da candidata no seu Estado. Ela atribuiu a dificuldade de visitar todas as regiões do País ao fato de fazer campanha em avião de carreira, mas prometeu visitar o estado do norte. "É que Rondônia, para quem não entende, tem uma parte que é contra a sustentabilidade e tem uma parte que é totalmente favorável. Estou indo para Manaus hoje (ontem), depois vou para o Acre e quando eu for para o Acre vou passar em Rondônia."

Edição EDIÇÃO 16962




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