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BRASIL
Segunda-feira, 20 de Julho de 2015, 19h:42

Marcelo Odebrecht e mais oito são indiciados

A Polícia Federal (PF) indiciou oito pessoas no inquérito da 14ª Fase da Operação Lava Jato envolvendo a Odebrecht. O relatório foi protocolado no processo eletrônico da Justiça Federal por volta das 14h45 de ontem. No domingo, nove pessoas foram indiciadas pela PF no inquérito relacionado à construtora. Entre elas, está o presidente da empreiteira, Otávio Marques de Azevedo. O presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e outros seis diretores ou ex-diretores do grupo, foram indicados pela Polícia Federal ontem por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e formação de cartel. Segundo o relatório encaminhado ao Ministério Público Federal, foram encontrados indícios de irregularidades em seis obras que a Odebrecht fez para a Petrobras nos últimos anos. Além de Marcelo, que está preso na carceragem da PF em Curitiba, foram denunciados os diretores Márcio Faria da Silva, Rogério Santos de Araújo e César Ramos Rocha. Também estão na lista da PF o ex-funcionário João Antônio Bernardi e o ex-diretor Alexandrino de Salles Ramos de Alencar. Completam o grupo de indiciados Celso Araripe de Oliveira e Eduardo de Oliveira Freitas Filho. A partir do indiciamento, o Ministério Publico Federal (MPF) tem cinco dias para analisar o relatório e oferecer denúncia contra os suspeitos. Se o juiz Sérgio Moro aceitar a denúncia, eles passam a ser considerados réus. A Polícia Federal concluiu que o empresário Marcelo Odebrecht teve postura ativa na condução dos ilícitos praticados. O relatório encaminhado ao MPF afirma que anotações feitas pelo empresário em seu celular mostram a influência que exercia com autoridades em "meio a interesses comerciais" do grupo. As anotações incluíam nomes de autoridades públicas, doações e "pagamentos diretos": OPERAÇÃO A 14ª fase da Lava Jato foi deflagrada no dia 19 de junho e cumpriu 59 mandados judiciais envolvendo, além da Odebrecht, a construtora Andrade Gutierrez. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as empresas tinham esquema "sofisticado" de corrupção ligado à Petrobras, com depósitos no exterior. De acordo com delegado federal Eduardo Mauat da Silva, nem todos os investigados falaram nos depoimentos. Cinco presos, relacionados à Odebrecht, optaram por ficar em silêncio. Entre eles, Marcelo Odebrecht. “Foi dada a oportunidade para que cada um expusesse a sua versão, mas é um direito constitucional permanecer em silêncio para evitar a autoincriminação”, disse o delegado. Já era esperado que eles ficassem calados, uma vez que a advogada Dora Cavalcanti informou a decisão na quinta-feira. "Enquanto os peticionários estavam soltos, esse respeitável Departamento de Polícia Federal do Paraná ignorou solenemente seu propósito de esclarecer os fatos, e não se dignou a marcar um único depoimento de nenhum", diz trecho da petição protocolada na Justiça Federal, em Curitiba.

Edição EDIÇÃO 16967




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