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BRASIL
Quinta-feira, 12 de Junho de 2014, 19h:52

PROTESTOS

Manifestantes saem às ruas nas capitais contra a Copa 2014

No Rio de Janeiro, o protesto reuniu cerca de mil pessoas, segundo a Polícia, entre servidores da Educação, ativistas e membros de partidos de esquerda

Centenas de manifestantes saíram às ruas de algumas capitais brasileiras para protestar contra a Copa do Mundo ontem, dia de abertura do Mundial. Em Belo Horizonte e Fortaleza, o protesto seguiu pacífico, enquanto Porto Alegre registrou atos de vandalismo, como ataques a agências bancárias e bancas de jornal. Não houve confronto com a polícia até o meio da tarde. Na capital paulista, um protesto terminou em confronto entre policiais militares e manifestantes na zona leste. O grupo tentou fechar a Radial Leste, via de acesso ao estádio Itaquerão, onde ocorreu o jogo entre Brasil e Croácia, mas foi impedido pela polícia. SÃO PAULO O protesto em São Paulo começou ontem por volta das 9h na Radial Leste, na zona leste de São Paulo. Um grupo de "black blocs" infiltrados, porém, forçou o confronto com a Tropa de Choque. Os conflitos ocorreram justamente porque a PM tinha a ordem de evitar que manifestantes interditassem a principal via que leva até o estádio Itaquerão. A polícia usou bombas de efeito moral e balas de borracha, o que provocou correria. Os manifestantes dispersaram por um momento, mas um novo confronto ocorreu por volta das 15h. Segundo a polícia, os manifestantes atiraram pedras contra uma tropa que estava protegendo o local. RIO A manifestação que começou pacífica, na manhã de ontem, no centro do Rio, terminou com confronto entre PMs e manifestantes após três deles terem sido detidos e colocados em uma viatura. O protesto reuniu cerca de mil pessoas, segundo a Polícia Militar, entre servidores da Educação, ativistas e membros de partidos de esquerda. Eles caminharam da Candelária até a Lapa, ambas no centro do Rio, sem qualquer incidente, com gritos de protesto contra a Copa e carregando cartazes e bandeiras. A PM acompanhava com um efetivo de agentes e homens do Batalhão de Choque à distância, além de um helicóptero. PORTO ALEGRE Na capital gaúcha, os manifestantes concentraram-se em frente à prefeitura ao meio-dia e seguiram em marcha pelo centro da cidade. O clima ficou tenso às 13h30, e alguns comerciantes decidiram baixar as portas. Pelo menos três agências bancárias tiveram a vidraça quebrada, e o letreiro de uma loja do McDonald's foi depredado. Placas alusivas à Copa foram alvejadas por manifestantes mascarados. A porta de um prédio comercial da Oi foi apedrejada, e manifestantes rasgaram a lona de duas bancas de jornal que continham publicidade da Copa. FORTALEZA Em Fortaleza, o protesto começou de manhã na avenida Beira Mar e foi até as proximidades da praia de Iracema, onde está montada a estrutura da Fan Fest. O movimento reuniu cerca de 200 trabalhadores, alguns com bandeiras de partidos e de movimentos sindicais. As principais palavras de ordem estavam relacionadas à organização da Copa do Mundo. "Dilma escuta, a Copa vai ter luta", seguido por "se o aumento não dar (sic) a Copa vai parar". NORTE E NORDESTE Protestos menores ocorreram ainda em capitais do Norte e Nordeste do país, como São Luís, Teresina, Belém e Maceió. Em Belém (PA), havia cerca de 200 manifestantes, e em Teresina, no Piauí, cerca de 50 pessoas. Sindicalistas e militantes políticos participaram do ato contra a Copa. Em São Luís, havia cerca de 200 pessoas de diversas categorias profissionais. Além da Copa, elas se manifestaram contra o reajuste de R$ 0,30 na tarifa de ônibus na capital do Maranhão. Em Maceió (AL), servidores federais participaram de carreata para pedir melhorias trabalhistas, com cerca de 50 veículos.

Edição EDIÇÃO 16962




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