BRASIL
Quinta-feira, 05 de Janeiro de 2012, 20h:04
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DIQUE
Mais de 300 famílias já foram removidas após o rompimento
Prefeituras do município, Defesa Civil, homens do Exército e do Corpo de Bombeiros estão trabalhando na remoção das famílias. Governo federal libera R$ 482 milhões
Mais de 300 famílias foram removidas até a tarde de ontem da localidade de Três Vendas, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. A localidade foi alagada após o rompimento de um dique na rodovia BR-356, que funcionava como uma barreira para conter as águas da enchente do Rio Muriaé, em Minas Gerais. A informação foi confirmada pela assessoria da prefeitura. As pessoas removidas estão sendo encaminhados para o Ciep Luiz Carlos de Lacerda, em Travessão, e para a Escola Municipal Albertina Venâncio. De acordo com a prefeitura, no trabalho de remoção das famílias a Secretaria de Serviços Públicos tem o apoio da Defesa Civil do estado e da do município, além da colaboração de homens do Exército e do Corpo de Bombeiros. Vinte caminhões foram disponibilizados para os trabalhos. Já a Secretaria de Assistência Social está cadastrando as famílias desalojadas no programa social da prefeitura Morar Feliz. Logo após o rompimento do trecho de contenção da rodovia, a prefeita da cidade, Rosinha Garotinho, e o secretário de estado da Defesa Civil, Sérgio Simões, sobrevoaram a localidade de Três Vendas e acompanharam o trabalho de retirada das famílias. Até as 17h de ontem, moradores ainda estavam sendo retirados do local por homens do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e do Exército. Duas aeronaves foram enviadas pelo governo estadual para auxiliar na evacuação. A erosão foi constatada por volta das 6h, por um agente da Defesa Civil que mora na localidade. Também há informações de problemas causados pelas chuvas em outros pontos da cidade devido à cheia do rio Paraíba do Sul, por onde desaguam os rios Muriaé e Pomba - cujas nascentes são em Minas Gerais. MINAS O coordenador da Defesa Civil de Minas Gerais, coronel Luís Carlos Martins, se reuniu ontem com o diretor do Departamento de Minimização de Desastres da Secretaria Nacional de Defesa Civil, Rafael Schadeck, e a representante da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Maria da Conceição Costa, em Belo Horizonte. Os três, além de técnicos da Defesa Civil estadual e federal, se encontraram para tentar agilizar o processo de reconhecimento da situação de emergência nos 87 municípios mineiros atingidos pelas chuvas. Desde o início das chuvas em outubro, Minas Gerais já contabiliza oito mortos em situações relacionadas ao clima, como enxurradas, deslizamentos, quedas de árvores ou arrastadas por rios. Há ainda 34 feridos e uma pessoa desaparecida em Santo Antônio do Rio Abaixo. Rita Vieira de Souza foi arrastada pela subida inesperada das águas do Córrego dos Bambus no dia 30 de dezembro e ainda não foi encontrada. Ao todo, 142 municípios foram atingidos, mas 55 não chegaram a declarar situação de emergência. O estado tem ainda 9.880 desalojados, que estão em casas de amigos ou parentes, e 512 desabrigados, que precisaram ir para abrigos das prefeituras. No total, mais de 2 milhões de pessoas foram atingidas de alguma forma pelas chuvas em Minas Gerais, segundo o último boletim informativo da Defesa Civil estadual. RECURSOS O governo liberou recursos destinados a obras para recuperar estragos causados pela chuva em todo o país. O Diário Oficial da União traz publicada ontem medida provisória que reabre crédito extraordinário de R$ 482 milhões em favor dos ministérios da Integração Nacional e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Do total dos recursos, R$ 443,9 milhões serão destinados ao apoio e a obras preventivas de desastres do Ministério da Integração. Além disso, R$ 32,9 milhões serão aplicados em ações de prevenção de desastres ligadas ao Ministério da Defesa e R$ 6 milhões, na implantação do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. As chuvas castigam a Região Sudeste do país há vários dias. Minas Gerais é o estado mais atingido e contabiliza 71 municípios em situação de emergência, com oito mortos, mais de 9 mil desalojados e 436 desabrigados. No Rio de Janeiro, seis municípios também decretaram situação de emergência. O estado tem cerca de 20 mil desalojados e 1,7 mil desabrigados.