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BRASIL
Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012, 20h:42

MENSALÃO

Maioria do STF condena seis por lavagem

Segundo o Ministério Público, os dirigentes do Banco Rural, o empresário Marcos Valério e seus ex-sócios movimentaram milhões de reais de forma suspeita

Com o voto da ministra Cármen Lúcia, a maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou ontem seis réus ligados ao Banco Rural e ao grupo do empresário Marcos Valério por lavagem de dinheiro. Foram considerados culpados: a dona do Banco Rural, Kátia Rabello e o vice-presidente Vinicius Samarane, Marcos Valério, seus ex-sócios, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach e sua ex-funcionária Simone Vasconcelos. Votaram neste sentido os ministros Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Luiz Fuz, Dias Toffoli e Carmen Lúcia. Dos seis ministros que votaram até o final da tarde de ontem também inocentaram a ex-diretora do Rural Ayanna Tenório. Ela já havia sido absolvida da acusação de gestão fraudulenta, portanto, não teria crime antecedente para a lavagem. Segundo o Ministério Público, os dirigentes do Banco Rural, o empresário Marcos Valério e seus ex-sócios movimentaram milhões de reais de forma suspeita e omitiram os reais recebedores dos recursos, além de desrespeitarem normas dos órgãos de controle. O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou ontem o processo do mensalão, com os votos de oito ministros. O Rural teria injetado R$32 milhões no esquema por meio de empréstimos simulados. O Supremo também já decidiu que houve desvio de recursos públicos do Banco do Brasil e da Câmara para o esquema. A ministra Carmen Lúcia reforçou a tese de lavagem por meio dos empréstimos fictícios. "O dinheiro é para o crime como o sangue é para a veia. Se não circular, com volume e sem obstáculos, não temos esquemas criminosos como esse", disse. A situação de outros três réus acusados de lavagem continuam indefinidas. O vice-presidente Rural Vinicius Samarane tem cinco votos pela condenação, restando um para ser considerado culpado. Geiza Dias, ex-funcionária de Valério, tem dois votos pela condenação e outros quatro para a absolvição. Advogado de Valério, Rogério Tolentino, tem quatro pela condenação e dois pela absolvição.

Edição EDIÇÃO 16967




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