BRASIL
Quinta-feira, 09 de Agosto de 2012, 20h:31
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UNIVERSIDADES
Maioria das federais mantém a greve
AMANDA CIEGLINSKI e FERNANDA CRUZ
Da Agência Brasil Brasília
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) divulgou comunicado ontem informando que a greve dos professores das universidades federais está mantida na maioria das instituições. De acordo com o comando de greve, até anteontem, docentes de 57 universidades haviam decidido em assembleia pela continuidade da greve, que já dura quase três meses, rejeitando a proposta do governo. A proposta apresentada pelo Ministério do Planejamento prevê reajustes que variam entre 25% e 40% para todos os docentes, aplicados de forma parcelada até 2015. De acordo com o sindicato, que representa a maior parte da categoria, o impasse nas negociações com o governo não foi superado e os reajustes atingem a categoria de forma desigual, prejudicando os docentes e aprofundando as distorções. Até o momento, apenas a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), uma das entidades que representam os docentes das universidades federais, aceitou o acordo com o governo. Duas instituições filiadas ao Proifes já aprovaram o fim da greve, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), além do Instituto Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Paraná (IFPR). O comando nacional de greve do Andes-SN defende no comunicado que a greve permanece firme e coesa. De acordo com o texto, os docentes têm clareza do significado da luta e cobram reabertura de negociações, visando o atendimento da pauta de reivindicações, a qual objetiva o avanço da educação pública. MANIFESTAÇÃO Um protesto reuniu, na tarde de ontem, na Avenida Paulista, servidores públicos federais em greve. Participaram da manifestação funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Ministério do Trabalho, do Poder Judiciário, das universidades federais e do Banco Central. A manifestação começou às 14 horas em frente ao Fórum Pedro Lessa e provocou a interdição de uma faixa da Avenida Paulista. Os manifestantes seguiram em caminhada até o escritório da Presidência da República, na região central da capital paulista. Em comum, as categorias reivindicam o fim do arrocho salarial, a jornada de 30 horas semanais e a paridade entre a aposentadoria e a remuneração dos servidores da ativa. De acordo com o diretor da Central Sindical Popular - Conlutas, Felipe Alves, os servidores pedem, emergencialmente, um reajuste de 22,08%. Isso traduz a inflação dos últimos dois anos e da variação do PIB [Produto Interno Bruto] do último ano que é basicamente a politica que já vem sendo implementada para o salário minimo e nada mais justo do que implementar isso para os servidores públicos também, disse. Segundo Cecília Fernandes, do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Sintunifesp), os servidores das universidades esperam um acordo na reunião de amanhã (10) entre a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) e a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior. Pela proposta encaminhada, os servidores passariam a receber um piso equivalente a três salários mínimos, o equivalente a R$ 1.866. Hoje, eles recebem R$ 1.000. Além disso, os trabalhadores reivindicam um reajuste de 15% para este ano.