Depois de participar de cerimônia de cumprimentos na linha de fronteira, em Ponta Porã(MS), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou todo o tipo de criminalidade e defendeu a integração entre o Brasil e Paraguai no combate ao narcotráfico na região. Prometeu, em discurso, combater tudo que estiver à margem da lei e toda a criminalidade "tenha ela a cara que tiver". Lula ofereceu ao Paraguai toda a ajuda que for necessária dentro do processo de integração. No discurso, o presidente Lula voltou a condenar o golpe em Honduras e ressaltou: "não há mais espaço para rupturas institucionais e golpes militares na nossa região". Lula ressaltou a "oposição firme" do Paraguai e Brasil ao golpe de Honduras reiterando que não serão aceitas quarteladas explícitas ou mal disfarçadas. Ao defender a necessidade de integração nos países da região, Lula afirmou que não convém ao Brasil ser uma ilha de prosperidade no mar revolto. "A sorte do Paraguai é a nossa sorte", disse. Ele anunciou a conclusão da negociação para a construção da linha de transmissão de Itaipu até Assunção. Defendeu a construção de uma segunda ponte no Rio Paraná, ligando os dois países. O presidente Lula anunciou que vai lançar a pedra fundamental da segunda ponte do Rio Paraná antes do final do governo. E informou que Brasil e Paraguai discutem também o regime de tributação unificada. Lula lembrou que entre janeiro e março deste ano a balança comercial entre os dois países cresceu 60% em relação ao mesmo período do ano passado. "Isso sinaliza que estamos superando a crise", afirmou. Definiu como essencial o fortalecimento do Mercosul para avançar na regularização da dupla cobrança da TEC. O presidente também aproveitou o encontro para cobrar do Paraguai a aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul. O Paraguai é o único país que ainda não obteve a aprovação do seu congresso da entrada da Venezuela no Mercosul. Para Lula, isso é importante para o fortalecimento do grupo. Lembrou, porém, que os governos não determinam o tempo de votação do Congresso.