DENISE MADUEÑO e LUCIANA NUNES LEAL
Da Agência Estado Brasília
No dia seguinte à aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou ontem afastar um eventual aspecto pessoal do tratado internacional afirmando que não se trata de um acordo entre ele e o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Esse será o principal discurso que base usará na votação da proposta no plenário, a transitoriedade dos presidentes no comando dos países, junto com a defesa da importância do parceiro comercial para o Brasil. Dificilmente, no entanto, o Congresso aprovará neste ano a adesão da Venezuela no bloco. Na Câmara, a proposta só deverá ser votada no próximo mês, quando a pauta deverá estar livre das cinco medidas provisórias e dos dois projetos com urgência que estão trancando as votações O Senado terá apenas cerca de duas semanas para votar o projeto na Comissão de Relações Exteriores e no plenário. Com o agravante de ter a oposição no comando da comissão e a resistência já declarada de peemedebistas como o senador José Sarney (AP). "Não se trata de um acordo entre Lula e Chávez, mas dos povos venezuelano e brasileiro", afirmou o presidente, segundo relato dos líderes presentes à reunião de ontem.