O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, negou ontem que haja radicalização do governo contra os grevistas. Segundo ele, o que o governo busca é garantir a prestação de direitos essenciais aos cidadãos. Na avaliação do advogado-geral, algumas propostas de reajuste apresentadas pelos servidores em greve são ''absurdas''. Adams disse ainda que corte de ponto ''não é punição'' mas, sim, ''cumprimento da lei''. ''A lei determina desconto, estabelece limites à atuação de greve, exige que a sociedade não seja desrespeitada garantindo os serviços essenciais. Queremos é garantir os serviços à sociedade e que as pessoas não sofram abusos ou sejam submetidas a situação vexatória para pressionar o governo a conceder propostas que são, muitas delas, absurdas'', disse Adams, após participar de cerimônia na Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo ele, se ocorrer abuso de poder em outras áreas do funcionalismo em greve, o governo poderá adotar medida semelhante à tomada pela AGU em relação às polícias. ''Os ministérios têm adotado o Decreto 7.777 com procedimentos de simplificação, de forma a permitir que o fluxo (dos serviços públicos) não seja afetado.