Os líderes partidários da Câmara não conseguiram chegar a um acordo para iniciar a votação do projeto de lei que cria a Fundação de Previdência Complementar para os Servidores Públicos Federais (Funpresp). O líder do PSDB, deputado Bruno Araújo (PE), propôs adiar para o dia 28 de fevereiro a votação da proposta. Precisamos de mais duas semanas para negociar o texto, que foi alterado nas discussões nas comissões. Se o governo concordar com a nossa proposta, votaremos as medidas provisórias sem obstrução, disse Bruno Araújo. Segundo ele, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), deu uma sinalização positiva para a proposta. O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), considerou a proposta do PSDB atraente, mas disse que, em função do tempo, será preciso analisar até hoje para verificar os prós e contras da proposta, já que a matéria precisará ser votada também no Senado Federal. Podemos aceitar a proposta do PSDB e seguir as discussões ou então votar o projeto da Funpresp antes do carnaval. Vaccarezza declarou que vai conversar com as lideranças da oposição para tentar um acordo sobre a votação do Funpresp. Mas, segundo ele, caso esse acordo não seja fechado a votação da matéria poderá ser iniciada hoje. OBSTRUÇÃO O líder do DEM, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), disse que seu partido por enquanto está obstruindo a votação do Funpresp. Hoje, os líderes partidários voltam a se reunir para decidirem sobre as votações das medidas provisórias que estão trancando a pauta da Casa e, também, sobre quando deverá ser iniciada a votação do Funpresp.