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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

BRASIL
Terça-feira, 09 de Outubro de 2012, 20h:54

CPI DO CACHOEIRA

Leréia diz que não deixará de ser amigo de Cachoeira

Ao iniciar seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira ontem, o deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) confirmou ser amigo de longa data de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Ele disse que não seria hipócrita de negar a amizade. Leréia também admitiu que recebeu um aparelho Nextel de Carlinhos Cachoeira quando fez uma viagem para a Disney com a família. As informações são da Agência Senado. "Ele me emprestou para ir aos Estados Unidos, em 1998 ou 1999, não me recordo bem. Tenho cinco aparelhos por questão de economia, pois funcionam como rádio e não como celular. Depois que voltei de viagem, devolvi para ele", explicou. O deputado negou, no entanto, ter usado cartão de crédito de Cachoeira para fazer compras e informou que está devendo R$ 120 mil a Cachoeira e não R$ 400 mil, conforme divulgado pela imprensa. O empréstimo foi para investimentos rurais. Carlos Leréia afirmou ter se encontrado várias vezes com Cachoeira na sede da construtora Delta. "Não achei estranho, visto que sempre foi uma pessoa relacionada com meio-mundo: gente da Justiça, das artes, do empresariado. Carlinhos não era clandestino. Certa vez, até perguntei que negócios ele mantinha com a Delta, mas ele não quis me responder e não insisti", afirmou. O deputado negou ainda ser sócio de Cachoeira na compra de um terreno, mas informou ter adquirido um avião com outras duas pessoas. "Minha cidade fica a 500 km de Goiânia e precisava deste meio de transporte, justamente para não ter que pedir emprestado a ninguém. A minha parte eu comprei por US$ 250 mil e está no meu nome, no meu CPF, tudo declarado. Não sei se Carlinhos ou o irmão dele comprou uma parte dos outros dois sócios", afirmou. Quanto à amizade dos dois, Leréia reforçou que não será atingida. "Mesmo que ele tenha cometido erros, não deixarei de ser amigo dele. Se falhou, vai ter que responder, mas não vai deixar de ser meu amigo", afirmou Leréia. O parlamentar também afirmou aos integrantes da CPI que teve certeza de que seu nome apareceria quando vieram a público as primeiras gravações telefônicas envolvendo Cachoeira. "Não é novidade que sou amigo dele, então é lógico que conversas apareceriam. Nunca tive reuniões com ele em porões, mas em restaurantes e locais públicos. Sou amigo dele desde a década de 1980. Quando vim para Goiânia, conheci Cachoeira e sempre mantivemos amizade", declarou.

Edição EDIÇÃO 16961




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