O juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal, divulgou nota ontem onde afirma que as investigações da Operação Castelo de Areia "jamais tiveram por foco condutas eventualmente perpetradas por ocupantes de cargos públicos ou funções políticas". Desencadeada na quarta-feira, a ação da Polícia Federal (PF) resultou na prisão de 10 pessoas, entre elas quatro executivos da construtora Camargo Corrêa. O esquema consistiria em fraudes em licitações, superfaturamento de obras públicas e remessas ilegais a paraísos fiscais. Grampos da PF apontam que sete partidos seriam beneficiados por recursos supostamente desviados de obras superfaturadas.