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BRASIL
Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009, 20h:22

CRISE

Jucá descarta acordo para livrar Sarney

Para o líder do governo "a ideia não é acordo para salvar, mas entendimento para que a discussão possa fluir e a Casa volte analisar projetos”

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que está descartado qualquer tipo de acordo para salvar o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), de um processo por quebra de decoro parlamentar. Segundo ele, o que há é o entendimento para que as discussões em plenário cessem, e a Casa volte a analisar projetos e matérias legislativas. "A ideia não é acordo para salvar, mas entendimento para que a discussão possa fluir”, disse. “E a primeira regra é ter respeito e forma no trato dos senadores”, completou numa referência às recentes discussões entre senadores no plenário da Casa. Jucá afirmou que vai se reunir com líderes para discutir uma pauta de votações para a Casa, que desde o início da crise está parada. O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), negou ontem participação em um possível acordo para manter o presidente José Sarney no comando da Casa. A acusação é de que ele arquivaria todas as denúncias contra Sarney como forma de silenciar o debate sobre as acusações que pesam contra o presidente da Casa e, assim, acabar com a crise. O Conselho de Ética ainda precisa analisar os recursos contra os arquivamentos de processos que tratam de José Sarney. Os processo foram arquivados pelo próprio Duque, sem ouvir o resto do colegiado, e agora cabe a ele marcar a votação, o que deve ser feita na próxima semana. “Factóide” - O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), classificou de “factóide político” a discussão sobre o possível pedido da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para que a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira apressasse investigações em negócios da família Sarney. Lina Vieira tem dito que se encontrou extra-oficialmente com Dilma Rousseff para tratar do assunto. A ministra nega o encontro e nega interferência nas investigações. “É um assunto que já ficou bastante desmentido. É a palavra de uma contra a outra. A própria secretária não tem prova nenhuma. Ninguém tem prova. Para mim, é mais um debate eleitoral visando a 2010”, afirmou descartando a possibilidade de convidar Lina para prestar esclarecimentos em comissões do Senado e até mesmo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

Edição EDIÇÃO 16962




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