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BRASIL
Quarta-feira, 29 de Abril de 2015, 20h:28

LAVA JATO

Investigados deixam carceragem da PF

ANDRÉ RICHTER
Da Agência Brasil – Brasília
Depois de cinco meses presos, nove executivos de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato deixaram ontem a prisão em Curitiba. Eles foram beneficiados anteontem pela decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu liberdade aos investigados. Por maioria de votos, os ministros entenderam que a prisão preventiva não pode ser aplicada como sentença antecipada, mesmo diante da gravidade dos crimes praticados. Com a decisão do Supremo, foram soltos os executivos da OAS José Ricardo Nogueira Breghirolli, Agenor Franklin, Mateus Coutinho e José Aldemário Filho, além de Sérgio Mendes, da Mendes Júnior, Gerson Almada, da Engevix, Erton Medeiros, da Galvão Engenharia, João Ricardo Auler, da Camargo Corrêa, e Ricardo Pessoa, da UTC. Os executivos estavam presos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e no Complexo Médico-Penal do Paraná, em Pinhais, região metropolitana da capital paranaense. Antes da liberação, os investigados foram levados para audiência com o juiz Sérgio Moro, na qual assinaram termo de compromisso para cumprir as medidas cautelares determinadas pelo Supremo e colocar as tornozeleiras eletrônicas. Em troca da liberdade, os investigados cumprirão prisão domiciliar, serão monitorados por tornozeleira eletrônica, não poderão ter contato com outros investigados e deverão comparecer à Justiça a cada 15 dias. Todos estão proibidos de deixar o país e deverão entregar o passaporte às autoridades. Os executivos foram presos em novembro do ano passado, por determinação de Sérgio Moro, com base em acusações colhidas em depoimentos de delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Segundo Youssef e Costa, os executivos pagavam propina a diretores da estatal, em troca de contratos para construção de obras. Pelas acusações, os investigados são réus em ações penais que tramitam na Justiça Federal em Curitiba. CEVERÓ A Comissão de Ética Pública da Presidência da República aprovou censura ética ao ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, investigado e preso no ano passado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Com isso, ele fica impedido de ser indicado para cargos públicos e não poderá ser nomeado caso seja aprovado em concurso que exija "reputação ilibada" Cerveró foi o responsável pelo relatório que serviu de base para a estatal optar pela compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006, sob suspeita de superfaturamento. O processo contra ele na Comissão de Ética foi aberto em 2014, após a presidente Dilma Rousseff, presidente do Conselho de Administração da Petrobras à época da compra da refinaria de Pasadena, apontar que o relatório elaborado pela área internacional da estatal era "falho". Para o presidente do grupo, Américo Lacombe, a decisão “manchará o currículo” de Cerveró. “É uma mancha, vocês [jornalistas] não tenham a menor dúvida. É uma mancha no currículo. Eu não sei como vai ser para ele, mas isso dura a vida toda”, disse Lacombe.

Edição EDIÇÃO 16967




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