BRASIL
Quarta-feira, 21 de Julho de 2010, 20h:20
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Investigador gravou depoimento
ELIANE SOUZA
Especial para a AE - BH
A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou nota, ontem, informando que já identificou os responsáveis pela gravação de um vídeo do goleiro Bruno Fernandes dentro do avião em que ele foi levado do Rio de Janeiro para a penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A nota diz que a gravação foi feita por um investigador da polícia, com uma câmera fotográfica digital, por determinação da "autoridade policial que comandava a diligência". Segundo a corporação, as imagens serviriam como um registro da operação. A polícia está fazendo outros procedimentos para a "identificação do responsável pelo fornecimento dessas imagens a um veículo de comunicação". Um inquérito policial foi aberto para apurar o vazamento do vídeo. A máquina fotográfica e o computador no qual o vídeo foi armazenado foram enviados para perícia e o prazo para conclusão da investigação é de 30 dias. No vídeo, divulgado pelo programa "Fantástico", da Rede Globo, no último domingo, o ex-goleiro do Flamengo se disse "chocado com tudo o que está acontecendo" e insinuou que seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, estivesse envolvido no sumiço e morte da ex-amante. AUDIÊNCIA Está confirmada a Audiência de Instrução para hoje, às 13h30, no Juizado da Infância e Juventude de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. O juiz Elias Charbil Abdou Obeid vai colher prova oral do goleiro Bruno, Macarrão, do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, e de José Carlos da Silva. A oitiva deste último será feita por carta precatória que será enviada ao Juizado da Infância do Rio de Janeiro. Todos já foram intimados. A audiência é para colher provas. Sendo o réu menor, as provas orais colhidas serão para verificar sua participação no desaparecimento de Eliza Samudio, de 25 anos, para posteriormente condená-lo ou absolvê-lo. Eliza está desaparecida desde o início de junho. Por envolver menor, o processo tramita em segredo de justiça, portanto, a imprensa não terá acesso à audiência nem aos depoimentos.