BRASIL
Sexta-feira, 08 de Janeiro de 2010, 09h:41
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VICE
Indicação não é um consenso
EDUARDO KATTAH
Da Agência Estado BH
Apontado como um plano B peemedebista para a composição da chapa presidencial encabeçada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, sinalizou que a hipótese lhe agrada. Dizendo-se honrado com a lembrança e ressaltando que ainda não conversou com o PT ou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o assunto, Costa destacou ontem, porém, que não apenas o nome do deputado Michel Temer (SP) está em cogitação no acordo firmado com o PMDB governista para a indicação do candidato a vice-presidente. "O que há é uma lembrança do PMDB, que tem sido muito claro em dizer que a proposta que se fez, o acordo que se firmou, é que o PMDB dê o vice na chapa da ministra Dilma. E muito embora nós peemedebistas sempre lembremos que o nome do PMDB é o do deputado Michel Temer, ele, Michel Temer, é que tem insistido muito que o nome é do PMDB. Não necessariamente só o nome dele está em cogitação", afirmou o ministro. Temer trabalha para se reeleger presidente nacional do PMDB e assegurar a indicação de seu nome. Caso Costa seja o indicado, estaria resolvido o imbróglio do palanque da ministra Dilma em Minas. Pré-candidato do PMDB ao governo estadual, o ministro das Comunicações lidera as pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento, mas enfrenta a resistência dos petistas para uma aliança que una os dois partidos no segundo maior colégio eleitoral do País. O PT mineiro - que tem como pré-candidatos o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias - insiste na candidatura própria e como compensação aos peemedebistas oferece a vaga de vice e o apoio a uma eventual candidatura de Costa ao Senado. Embora classifique como um "assunto da economia interna" do PMDB, Pimentel considera a hipótese de Costa integrar a chapa de Dilma uma "possibilidade muito interessante". "Mas nós não podemos nesse momento trabalhar com nomes para compor o posto de vice da ministra Dilma. Precisamos saber se o PMDB de fato vai compor a aliança nacional. Eu acredito que sim, mas essa definição cabe a eles", desconversou o ex-prefeito, que mantém uma relação conflituosa com o ministro das Comunicações. Para futuramente "discutir outra alternativa", Costa tem cobrado que os petistas deixem a "intransigência" de lado. Um dos integrantes da coordenação nacional da campanha de Dilma, o ex-prefeito, porém, reitera que no Estado cabem dois palanques governistas, caso não seja possível "uma campanha unificada desde o início". "Não existe candidatura em que o acordo fica para o segundo turno. Segundo turno é adesão. Acordo é no primeiro turno", rebate o ministro peemedebista. Reservadamente, petistas mineiros afirmam que única possibilidade de o partido ceder em favor de Costa é no caso de o apoio oficial do PMDB à candidatura de Dilma ficar ameaçado. Minas é o Estado que tem o maior número de delegados nacionais e deverá ser decisivo na convenção nacional do PMDB, marcada para junho.