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BRASIL
Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009, 18h:46

COMISSÕES

Indefinição paralisa o Senado

ROSA COSTA
Da Agência Estado – Brasília
O impasse provocado pela vontade do ex-presidente da República e senador Fernando Collor (PTB-AL) de presidir uma das 11 comissões técnicas do Senado continua paralisando as atividades do Senado. É que os líderes se recusam a iniciar as atividades da Casa antes de concluído o loteamento das comissões. Na origem está um acordo pré-eleitoral. O PTB insiste para que o presidente do Senado, José Sarney (AP), e o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), ambos do PMDB, cumpram o compromisso de ceder uma comissão a Collor. O senador alagoano queria a presidência da Comissão de Relações Exteriores (CRE), mas foi obrigado a desistir, quando confrontado com a decisão do PSDB de não abrir mão do cargo. Encarregado de mediar a questão, o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), acredita que na terça-feira os líderes chegarão a um acordo. "Quem tem prazo, não tem pressa, estamos trabalhando para chegar a um entendimento", afirma. Jucá diz que atuar para impedir que o "confronto" deixe reflexos negativos, "deixe cicatrizes" na base do governo. Ou seja, que o PTB possa retaliar o Planalto, desviando os sete votos da bancada para a oposição. A disputa ocorre agora com o PT. O partido do presidente Lula está sendo pressionado a dar a Collor a presidência da Comissão de Infraestrutura, inicialmente prevista para a ex-líder do bloco de apoio do governo, Ideli Salvatti (SC). A comissão cresceu de importância porque é lá que serão examinadas as propostas relacionadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entre as saídas examinadas para resolver a questão esteve a de "rifar" a promessa de dar a presidência da Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) ao ex-presidente do Senado Garibaldi Alves (PMDB-RN).

Edição EDIÇÃO 16962




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