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BRASIL
Quarta-feira, 29 de Junho de 2011, 21h:36

VIOLÊNCIA

Homem comete suicídio após invasão

O homem armado que manteve reféns dentro de uma loja na região do Itaim Bibi (zona oeste de São Paulo) se matou, ontem. Pedro Jorge Saraiva, 41, era de Poços de Caldas (491 km de Belo Horizonte). O local, na rua Professor João Brito, é uma loja de fábrica da marca Planet Girls, cujos clientes são revendedores. Segundo funcionários, Saraiva revendeu as roupas da marca por vários anos em Poços de Caldas, mas havia sido substituído por outro revendedor. Segundo a polícia, ele ficou revoltado com a mudança e já havia ameaçado se vingar. "A firma dele faliu e ele culpou esta empresa", disse o tenente-coronel Walmir Martini, que coordenou os policiais que atenderam a ocorrência. Saraiva chegou ao local por volta das 12h, em um Chevrolet Meriva, e, armado com duas pistolas, rendeu um taxista que trabalha em frente à loja. Um estudante da escola Domus Sapientiae, que fica em frente ao estabelecimento, viu a ação e disse ter ligado para a polícia. Dentro do estabelecimento, parte dos 15 funcionários foi feita refém e parte conseguiu fugir. Com a chegada da polícia, houve troca de tiros. "O policial Marcos tentou conversar com ele, quando foi atingido por um tiro. Em seguida, chegou a Força Tática e saíram alguns reféns", disse Martini. A funcionária Juliana Teodoro, 28, disse ter ficado com muito medo no momento que o homem entrou na loja. "Eu me joguei no chão, embaixo da mesa, quando ele começou a atirar. Ele disparava na loja toda e dizia que ia matar todo mundo", disse. Segundo a polícia, Saraiva fez cinco disparos: um atingiu o colete à prova de balas do PM, três foram contra escudos da Força Tática e o último foi no telhado da loja. Após o tiroteio, o ele se escondeu em uma sala com uma refém, que havia sido abordada na calçada e obrigada a entrar com ele na loja. Policiais e funcionários tentaram negociar sua rendição, sem sucesso. Segundo a polícia, ele só respondia: "Pra mim está tudo acabado". "Ele não era bandido, era um comerciante que surtou de repente", disse o tenente-coronel Martini. Um irmão de Saraiva chegou ao local para tentar convencê-lo a se entregar, mas ele já estava morto. De acordo com a polícia, a mulher que era feita refém foi libertada quando Saraiva se matou com um tiro no queixo. Toda a ação, que durou em torno de uma hora, foi registrada por câmeras de segurança, e as imagens serão usadas para reconstituir o caso. A polícia também vai apurar se as armas usadas pelo homem são legais. Segundo Martini, a polícia disparou duas ou três vezes, logo após o policial ser atingido e para arrombar a porta da sala onde o homem se escondeu. O corpo do homem passará por perícia.

Edição EDIÇÃO 16960




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