BRASIL
Sábado, 07 de Fevereiro de 2009, 13h:40
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REFORMULAÇÃO
Governo quer aperfeiçoar lei sobre o uso de drogas
A Espanha pedirá a extradição de Carlos Ruiz Santamaría, o El Negro
TATIANA FÁVARO e CAMILLA HADDAD
Da Agência Estado Campinas
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão disse que vai estudar, ao lado dos ministros Tarso Genro (Justiça), Carlos Minc (Meio Ambiente) e Paulo Vannucchi (Direitos Humanos) medidas para aperfeiçoar a legislação e as políticas públicas para tratar a questão da dependência de drogas ilícitas como um problema de saúde pública "Não conseguimos resolver a questão de consumo de drogas ilícitas apenas com abordagem baseada no enfrentamento policial", afirmou o ministro. "De um lado, é necessário levar mais informação às pessoas, por meio da mídia, mas também das escolas; por outro lado há os usuários e dependentes, que devem ser ajudados pelo Estado por uma estratégia onde a saúde é central", disse. EXTRADIÇÃO A Espanha pedirá ao Brasil a extradição do narcotraficante Carlos Ruiz Santamaría, mais conhecido como El Negro, que era procurado pela Interpol desde dezembro de 2001. Uma vez que seja extraditado, seu processo na Espanha será muito rápido, segundo juristas, uma vez que sua fuga aconteceu faltando poucas semanas para que começasse o julgamento no qual a Procuradoria pedia 60 anos de prisão e multa de US$ 370 milhões. Santamaría foi detido em 1999 na Espanha, com mais 40 pessoas e uma carga de 11 toneladas de cocaína, numa das maiores apreensões já feitas na Europa. Em dezembro de 2001, dias antes de ser julgado, obteve a liberdade, pagando uma fiança e alegando motivos de saúde. E fugiu. Segundo a Interpol, ele é a ligação entre os cartéis colombianos na Europa e atuava como sócio do traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, preso em São Paulo em 2007 e extraditado para os Estados Unidos. Na Espanha, mais precisamente, ele é acusado de manter uma base de distribuição de cocaína para toda a Europa. MINEIRO Detido com ecstasy, Manoel Oliveira começou a chamar a atenção da polícia de São Paulo por se apresentar como mineiro de Borda da Mata. Mas tinha sotaque espanhol. Em janeiro, no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, El Negro se recusou a falar - embora seu sotaque já levantasse suspeitas. Após uma autorização judicial para ser interrogado na Divisão-Geral de Investigações do Departamento de Investigações Sobre Crime Organizado (Deic), na zona norte, ele foi flagrado diversas vezes falando palavras enroladas misturando português com espanhol. O mexicano negou os crimes. Passou a dizer que era colombiano e informou ser amigo de Abadía. Mas a polícia de São Paulo identificou que ele é de Guadalajara, embora responda a processos na Espanha.