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BRASIL
Segunda-feira, 27 de Julho de 2009, 20h:07

DENÚNCIAS

Governo minimiza e mantém apoio a Sarney

Segundo o Governo, a nota divulgada na última sexta-feira pelo líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante, não reflete a opinião de toda a bancada petista

LEONENCIO NOSSA
Da Agência Estado - Brasília
O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, afirmou ontem, que o governo mantém o apoio à permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado. Ainda segundo Múcio, a avaliação do governo é de que a nota divulgada na última sexta-feira pelo líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), não reflete a opinião de toda a bancada petista. A nota afirma que a bancada continua defendendo o afastamento temporário de Sarney. A avaliação é do grupo de coordenação, que se reuniu ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro Cultural Banco do Brasil. "O que nós avaliamos é que isso não é um movimento do PT. Imaginamos que seja o posicionamento de um ou dois senadores", afirmou o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que participou da reunião. "Como o Senado está em recesso, muitos estão fora. Estamos esperando que a poeira baixe para conversar na próxima semana", disse. LAMENTA Múcio, no entanto, lamentou a nota divulgada pelo líder do PT no Senado. "Pois é, vamos ver se houve um movimento da bancada inteira, visto que o presidente conversou com a bancada 15 dias antes de isso tudo acontecer", afirmou o ministro. "Nós lamentamos a decisão. Vai caber ao Senado, que tem todos os pré-requisitos e poder para resolver essas coisas", acrescentou. As declarações de Múcio foram feitas após a reunião de coordenação política que reúne o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros. Segundo ele, a situação política do presidente do Senado não foi discutida durante a reunião. Perguntado se o governo continuará apoiando Sarney, apesar das denúncias diárias contra ele, José Múcio respondeu: "O que for melhor para o País; não tenha dúvida nenhuma". Segundo Mercadante, o Conselho de Ética deve apurar com rigor todas as acusações e a bancada do PT não se oporia à antecipação da primeira reunião do colegiado. O colegiado vai investigar quatro denúncias do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) e uma representação do PSOL contra Sarney. Duque, como presidente do colegiado, tem autonomia para arquivar sumariamente as acusações. O presidente da Casa foi denunciado por causa de seu envolvimento com os atos secretos, pela suspeita de que teria interferido a favor de um neto que intermediava operações de crédito consignado para servidores do Senado, pela suspeita de ter usado o cargo para interferir a favor da fundação que leva seu nome, e pela a contratação do namorado de sua neta para trabalhar na Diretoria Geral do Senado.

Edição EDIÇÃO 16962




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