BRASIL
Terça-feira, 08 de Fevereiro de 2011, 20h:20
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MÍNIMO
Governistas vão votar valor de R$ 545
O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza garantiu que votado o mínimo o governo corrigirá a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física
Roberta Lopes
Da AB - Brasília
A base do governo está unificada para votar o salário mínimo proposto pelo governo, de R$ 545, segundo informou o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Ele disse que conversou com os líderes dos partidos governistas e assegurou que quase todos estão "fechados" com o governo. A base governista na Câmara está unificada na proposta do governo de manter a política de valorização do salário mínimo para 2011 e dar o reajuste de R$ 545, afirmou. Votado o mínimo, Vaccarezza garante que o governo corrigirá a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. Ele disse que a única resistência está no PDT, cujo líder, deputado Paulo Perreira da Silva (SP), o Paulinho, que também é presidente da Força Sindical, não concorda com este valor. O sindicalista defende o reajuste de R$ 580 e ameaça, inclusive, deixar a base aliada caso o governo insista em manter a proposta original. Vaccarezza disse que vai conversar ainda hoje com o pedetista. Ele disse ainda Ele disse ainda que o governo se compromete em manter a política de valorização do salário mínimo até 2023, mas que a proposta do governo não deve valer até lá. Não sabemos qual será a variação do PIB [Produto Interno Bruto] e da inflação a partir de 2014 e 2015 e já será outro governo. O importante é, até 2023, afirmarmos a nossa política de recuperação do salário mínimo, explicou. Se a proposta de reajuste do salário mínimo chegar na Câmara dos Deputados ainda esta semana, poderá ser votada na semana seguinte, assegurou Vaccarezza. Assim, o novo valor para o salário mínimo poderá estar em vigor em março. O líder garantiu ainda que, votada a proposta do salário mínimo como o governo quer, a tabela do Imposto de Renda será reajustada com base no centro da meta de inflação, que é 4,5% para este ano. Uma vez votado o salário mínimo, a próxima medida do governo será o reajuste da tabela do Imposto de Renda, assegurou. O secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, afirmou hoje (8) que não há espaço para um aumento do salário mínimo acima dos R$ 545 propostos pelo governo, como pedem as centrais sindicais. Na questão do mínimo, nós entendemos que não há mais negociação, disse ele. O acordo é bom, esperamos, até a última hora, trabalhar isso. Gilberto Carvalho participou hoje de uma mesa de discussões sobre a cooperação Sul-Sul no seminário Pensar Adiante: A Caminho do Novo Paradigma de Desenvolvimento, da Fundação Friedrich Ebert, no Fórum Social Mundial, que está sendo realizado na capital senegalesa. O ministro defendeu a posição brasileira de optar pela diversificação de mercados, iniciada no governo Lula. Países que apostaram na cooperação Sul-Sul estão numa situação nitidamente melhor do que os que se submeteram a tratados individuais.