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BRASIL
Terça-feira, 29 de Julho de 2008, 21h:02

ELEIÇÕES

Governador defende força-tarefa no Rio

Contudo, ponderou que a decisão de pedir a ação de uma força-tarefa, com o auxílio do governo Federal, é uma competência do TER-RJ

RICARDO LEOPOLDO
Da Agência Estado - São Paulo
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou ontem que é favorável à presença "imediata" da Força Nacional de Segurança como forma de reforçar a segurança do processo eleitoral no Estado. "A Força Nacional de Segurança deveria vir imediatamente e ficar, inclusive depois das eleições", afirmou o governador, após participar de evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo. Cabral reiterou a importância de garantir a segurança nos 92 municípios do Rio durante as eleições. "Acredito que na questão de segurança pública temos que somar força com o governo federal e com outros Estados. Vamos garantir um processo limpo e democrático aos candidatos, com o direito de ir e vir. Se o TRE desejar que eu assine com o presidente (do tribunal) a solicitação (para a presença da FNS) eu assino com o maior prazer", disse. E emendou: "Quem dera que a Força Nacional (de Segurança) ficasse (no Rio) o tempo inteiro." DECISÃO O governador ponderou, contudo, que a decisão de pedir a ação de uma força-tarefa, com o auxílio do governo Federal, é uma competência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), presidido pelo desembargador Roberto Wider. "Ontem (anteontem) eu conversei com o presidente do TRE. Disse a ele que como estamos num processo eleitoral, com regras especiais, a maior autoridade neste sentido é o tribunal. Ele agradeceu. Eu acho que é ele quem deve comandar esta demanda." Na sua avaliação, o combate à criminalidade deve ser feito antes, durante e depois das eleições. "É muito grave ter candidatos que não conseguem entrar em áreas ou candidatos beneficiados por estruturas paralelas. Mais grave ainda são os jornalistas não podendo realizar o seu trabalho." FEIÇÕES BRUTAS Cabral frisou que a questão da Segurança Pública no Estado tem "feições muito brutas". E destacou: "Temos parlamentares e policiais presos, há o tráfico de drogas, um alto grau de armamento em comunidades. Não existe poder paralelo, seja ele fora ou dentro da eleição dizendo o que fazer ou não fazer ao jornalista, ao eleitor, ao candidato. Este não é o ambiente democrático, civilizatório. Então, eu acho muito bom reforçar a política de segurança com a vinda de agentes federais. Em última análise, estamos brigando pela garantia do regime democrático." No seu entender, não é nenhum demérito solicitar ao governo federal a ajuda do contingente da Força Nacional de Segurança que chegou a ter 6 mil homens atuando durante os jogos Pan-Americanos no Rio.

Edição EDIÇÃO 16962




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