BRASIL
Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2013, 20h:22
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CONTER ATAQUES
Governador de SC deve aceitar Força Nacional
THAIS LEITÃO
Da Agência Brasil Brasília
Na tentativa de conter a onda de ataques em Santa Catarina, o governador do estado, Raimundo Colombo, deve aceitar o auxílio da Força Nacional de Segurança. Segundo informações da assessoria de imprensa do governo catarinense, Colombo está em contato permanente com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e detalhes da operação, como número de homens a serem enviados e formas de atuação das tropas, ainda serão definidos. Na semana passada, o ministro colocou a Força Nacional à disposição do estado, além da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, mas o reforço foi descartado pelo governador que alegou, em nota, não ter recorrido às tropas federais por questões técnicas, ressaltando contar com "o efetivo necessário". Para conter a violência, Raimundo Colombo havia decidido transferir pelo menos 20 presos de alta periculosidade para penitenciárias federais, aceitando outra oferta do Ministério da Justiça, segundo o qual há 300 vagas disponíveis para esse tipo de movimentação. RELATÓRIO De acordo com o último relatório da Polícia Militar, foi registrado mais um ataque no início da manhã de ontem em Florianópolis. Dois homens atearam fogo a um ônibus de uma empresa de turismo no momento em que saía da garagem. Ninguém ficou ferido e nenhum suspeito foi detido. Com a ocorrência, o total de atentados chega a 96 em 30 municípios catarinenses. A série de ataques violentos em Santa Catarina ocorre desde o dia 30 de janeiro. As autoridades trabalham com a hipótese de as ações estarem relacionadas a excessos cometidos por agentes penitenciários em uma operação pente-fino no Presídio de Joinville, no dia 18 de janeiro. As imagens do circuito interno mostram agentes penitenciários utilizando spray de pimenta e disparando balas de borracha, mesmo com os presos sob controle. Durante o feriado de carnaval, equipes do Departamento de Administração Prisional (Deap) fizeram operação simultânea nas unidades prisionais do estado para reforçar os procedimentos de segurança, acompanhar os horários de entrada e saída de visitas, de banho de sol e outras rotinas.