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BRASIL
Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008, 21h:02

SEGURANÇA PÚBLICA

Genro rebate as críticas de Mendes

HELIANA FRAZÃO
Da Agência Estado – Salvador
Numa resposta indireta às críticas feitas quinta-feira pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, em relação à situação da Segurança Pública no País, o ministro da Justiça Tarso Genro disse ontem que "debilidade nós temos no cumprimento das obrigações públicas em todos os poderes. A União não é responsável pelo segurança pública, ela é indutora, organizadora, colaboradora e financiadora. No que diz respeito à responsabilidade da União, a Polícia Federal, por exemplo, está trabalhando muito bem, e a fiscalização está cada vez maior". A declaração do ministro se deu por ocasião do encerramento da 6ª Reunião Anual da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), que se constituiu num fórum de discussões sobre o combate da corrupção, com foco na lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. O evento, realizado em Salvador, reuniu representantes de cerca de 70 órgãos públicos federais, que durante três dias definiram metas para serem trabalhadas intensivamente em 2009, permitindo maior concentração de esforços. Conforme Tarso Genro, a partir do próximo ano as ações de combate á corrupção vão funcionar de forma menos conceitual e mais operacional, integrada em regime de colaboração. "Um dos grandes problemas no combate a lavagem de dinheiro são as diversas formas que existem de lavagem, além dos modelos sofisticados adotados por países que atuam como paraísos fiscais, com brechas em suas legislações. Para fazer frente a esses modelos de crime vamos organizar formas de combate mais eficientes, que vão da fiscalização nos aeroportos até programas de computadores mais aprofundados". LISTA NEGRA Segundo ele, essa é a primeira vez que o Ministério da Justiça tem um programa integrado de Segurança Pública, com fundamentos em princípios e experiências bem sucedidas de outros países.Uma das ações se dará já no próximo dia 9, com a divulgação de uma relação de empresa consideradas inidôneas para atuar junto ao poder público. De acordo com o ministro Jorge Hage, da Controladoria Geral da União, o cadastro está em formatação, mas ele adiantou que será uma lista extensa. "Somente da Bahia, nós temos informações de que são 491 empresas relacionadas", disse. Ele explicou que a orientação para as diferentes instâncias de poder será a de não contratar essas empresas.

Edição EDIÇÃO 16962




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