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BRASIL
Segunda-feira, 10 de Maio de 2010, 20h:16

CAIXAS-PRETAS

França espera localizar os destroços do avião amanhã

Parte importante do mistério sobre a queda do voo Air France 447, que realizava o trajeto Rio de Janeiro-Paris em 31 de maio de 2009, está perto de ser desvendado. O Escritório de Investigação e Análise para a Aviação Civil (BEA) da França anunciou ontem, em Bourget, nas imediações de Paris, que espera localizar até amanhã os destroços do Airbus A-330, desaparecido no Atlântico. Robôs-submarinos vasculham um quadrilátero de 200 km2 no qual o avião teria afundado, depois de ter iniciado uma rota de retorno ao Brasil instantes antes da queda. MEIA-VOLTA Se por um lado os trabalhos de busca estão perto de desvendar o local preciso da queda do voo AF-447, por outro um novo mistério está intrigando os investigadores franceses. Antes de atingir o mar, o Airbus A-330 deu meia-volta e iniciou um trajeto de retorno ao Brasil, contrariando a rota prevista. A informação foi confirmada pelo Escritório de Investigação e Análise para a Aviação Civil (BEA), mas só poderá ser explicada se e quando as caixas-pretas forem recuperadas. O desvio na trajetória foi confirmado pelo local em que os sinais emitidos pelas balizas presas às caixas-pretas foram captados por sonares da Marinha da França. A região se localiza fora da rota habitual dos voos transatlânticos que ligam o Brasil à Europa. Segundo Alain Brouillard, diretor de investigações do BEA, o dado indica que, entre a emissão da última mensagem automática de localização pelo avião e o seu desaparecimento, houve em torno de cinco minutos de voo que não estava programado. "Se a localização dos destroços for de fato a região indicada pelos sinais sonoros, será absolutamente certo que o avião fez meia-volta", afirmou Jean-Paul Troadec, diretor do birô. "Por que razão? Não sabemos." Conforme Brouillard, apenas a leitura dos dados das caixas-pretas poderão revelar o motivo pelo qual a tripulação decidiu-se pelo retorno ao Brasil. Uma hipótese, porém, foi cogitada pelo diretor de investigações: "Frente a condições meteorológicas adversas na mesma região, outros aviões também fazem alterações de rota".

Edição EDIÇÃO 16967




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