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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

BRASIL
Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012, 20h:54

VAGA/CONSELHO

França confirma apoio ao Brasil

RENATA GIRALDI
Da Agência Brasil – Brasília
O governo do presidente da França, François Hollande, apoia a campanha do Brasil em favor da reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), assim como a candidatura brasileira, se o órgão for ampliado. A confirmação de apoio ao pleito do Brasil foi dada ontem pelo ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, durante reunião com o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, em Paris. O Conselho de Segurança da ONU é formado por 15 integrantes, dos quais apenas cinco têm assentos permanentes: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. Os demais lugares são rotativos e cada país ocupa a vaga por dois anos. O governo brasileiro defende a ampliação para pelo menos 25 vagas no total. Na reunião, Patriota e Fabius conversaram também sobre a onda de violência na Síria, a crise econômica internacional e o impasse envolvendo o Irã, além de ações estratégicas de proteção de desenvolvimento na região de fronteira entre a Guiana Francesa e o Brasil, na altura do Amapá, bem como a cooperação em educação, ciência e tecnologia e energia. No cenário internacional, a França e o Brasil coincidem sobre algumas posições. Ambos os governos defendem a busca pelo diálogo e medidas pacíficas como solução para impasses. Patriota e Fabius reiteraram um cessar-fogo imediato na Síria, onde conflitos ocorrem há 17 meses e mais de 20 mil pessoas morreram. A oposição exige uma transição política no país e não aceita o atual governo. Patriota e Fabius conversaram também sobre a missão de paz para a estabilização do Haiti, formada por integrantes das Forças Armadas de vários países. Ambos disseram que é necessário manter essas tropas estrangeiras no país caribenho até que o governo do presidente haitiano, Michel Martelly, considere que a ajuda não é mais fundamental ao país. Porém, em relação ao Irã, há divergência entre o Brasil e a França. Para o governo brasileiro, os iranianos têm direito em desenvolver um programa nuclear desde que tenha fins pacíficos. Já o governo francês também concorda com o direito dos iranianos de ter um programa próprio de energia nuclear.

Edição EDIÇÃO 16961




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