BRASIL
Sexta-feira, 01 de Agosto de 2014, 19h:56
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OBRA
Explosão no Rio mata um e fere três
DANIEL CARVALHO
Da Folhapress Rio e Recife
Uma pessoa morreu e outras três ficaram feridas após uma explosão na obra de um prédio comercial na Tijuca, zona norte do Rio, na tarde de ontem. De acordo com a assessoria do Corpo de Bombeiros, a explosão ocorreu na rua Engenheiro Enaldo Cravo Peixoto, localizada atrás do Shopping Tijuca. Após o estouro houve um incêndio, que foi controlado com a chegada dos carros dos bombeiros da Tijuca e de Vila Isabel. Ainda de acordo com os bombeiros, uma das vítimas morreu carbonizada no local e as outras foram levadas com ferimentos provocados por queimaduras para o Hospital Federal do Andaraí, também na zona norte. A construtora João Fortes Engenharia, responsável pela obra, informou que as causas do incêndio ainda estão sendo apuradas e que a empresa prestará assistência às vítimas e seus parentes. Os nomes dos feridos não foram divulgados e nem seus estados de saúde. Segundo policiais militares que estiveram no local, a provável causa da explosão seria o vazamento de gás de um cilindro de solda, mas uma perícia no local ainda será realizada. DESABAMENTO-PE Quatro dos 12 apartamentos de um prédio em Boa Viagem, bairro nobre na zona sul do Recife, desabaram na madrugada de ontem. Não havia ninguém no imóvel no momento da queda. Localizado na rua Hélio Falcão, o edifício Emílio Santos, da década de 1990, foi desocupado em maio do ano passado, quando apareceram as primeiras rachaduras no térreo do bloco C, justamente onde ficam os quatro apartamentos que caíram ontem. O imóvel tinha três blocos de quatro andares, totalizando 32 apartamentos. O bloco do desabamento tinha três unidades por andar. Vizinhos do edifício disseram ter ouvido os primeiros ruídos por volta das 4h30. "Estamos monitorando as condições deste prédio desde maio do ano passado, quando apareceram as primeiras fissuras", afirmou o secretário-executivo de Defesa Civil do Recife, Adalberto Freitas. A prefeitura deve pedir à Justiça a antecipação da autorização para demolir o que sobrou do prédio. Segundo a Defesa Civil, não há risco para os prédios vizinhos. Moradores reclamam da lentidão da Justiça no julgamento das três ações que movem contra a seguradora do edifício. Apesar de estarem fora de casa há mais de um ano, só receberam o aluguel de três meses. O valor das indenizações ainda não foi definido. "A gente agora espera que, a partir deste colapso, o juiz se comova e ponha o processo para andar", afirmou o comerciante Márcio Costa, 44, síndico durante os últimos quatro anos em que o edifício esteve ocupado. Nos últimos quatro anos, três edifícios no Recife apresentaram problemas estruturais considerados sérios pela Defesa Civil. O último foi em maio do ano passado, quando o edifício Eldorado, no bairro do Arruda, rachou de cima a baixo. Atualmente, há seis prédios interditados no Recife por apresentar risco de desabar.