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BRASIL
Quinta-feira, 08 de Setembro de 2011, 20h:40

COMPLEXO DO ALEMÃO

Exército monitora quatro bases

THAIS LEITÃO
Da Agência Brasil – Rio
O Exército montou quatro bases avançadas de patrulhamento no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro, após os conflitos entre traficantes e integrantes da Força de Pacificação nos últimos dias. Segundo o Relações Públicas das tropas, major Marcus Vinícius Bouças, os “pontos fortes” permitem o monitoramento fixo, diferentemente do patrulhamento móvel, feito em outras ocasiões. Ao todo, 1,7 mil militares estão espalhados pelos complexos do Alemão e da Vila Cruzeiro. Ele destacou que mais 200 homens estão disponíveis, caso seja necessário. O relações públicas ressaltou ainda que pelo menos mil denúncias feitas por moradores são recebidas, por mês, pelas forças. Na manhã de ontem, o comandante da Força de Pacificação, general César Leme Justo, e o chefe do Comando Militar do Leste, general Adriano Pereira Junior, se reuniram na base das tropas no Complexo do Alemão, para avaliar e definir novas ações militares nas comunidades. Homens das tropas de pacificação continuam ocupando os acessos às comunidades e pelo menos um blindado do Exército está posicionado em uma das esquinas da Avenida Itararé, a principal do Alemão. A situação no local é de aparentemente tranquilidade, apesar de muitos moradores evitarem falar com a imprensa. Um senhor de 63 anos, que pediu para não ser identificado, disse que desde a ocupação das tropas, há aproximadamente nove meses, a rotina na região pouco mudou. “A única diferença é que agora não vemos aqueles tiroteios. Mas, para quem mora aqui, não mudou muita coisa. A vida continua passando do jeito que passava antes”, disse. Já uma auxiliar de serviços gerais – que também pediu anonimato – disse que, embora não sinta mudanças significativas no dia a dia, tem mais esperança de que o filho adolescente não acabe envolvido com o tráfico de drogas. “A gente orienta, mas o apelo [do tráfico] é muito grande. Agora tenho mais esperança de que ele não caia nisso”, afirmou.

Edição EDIÇÃO 16961




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