BRASIL
Segunda-feira, 25 de Julho de 2016, 18h:53
A
A
ANDRADE GUTIERREZ
Ex-executivos depõem como delatores
Ex-executivos da Andrade Gutierrez foram interrogados novamente pelo juiz Sérgio Moro, ontem. Desta vez, eles falaram na condição de delatores da Operação Lava Jato. Antônio Pedro Campelo, Elton Negrão e Flávio Gomes Machado Filho foram ouvidos na Justiça Federal em Curitiba ontem à tarde. Na quinta-feira serão ouvidos Otávio Marques de Azevedo e Paulo Roberto Dalmazzo, também ex-executivos da Andrade Gutierrez. Os executivos são suspeitos de pagar propina em contratos como o do Centro Integrado de Processamento de Dados (CIPD) do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), no Rio de Janeiro; no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj); na Refinaria de Paulínia (Replan); no gasoduto Gasduc III, em Cachoeiras do Macau (RJ); no gasoduto Urucu-Manaus; na Refinaria Landulpho Alves (RLAM); na Refinaria Gabriel Passos (Regap); e no Terminal de Regaseificação da Bahia. MÔNICA A defesa de Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana, peticionou ao juiz federal Sérgio Moro, coordenador da Lava Jato, a revogação de sua prisão preventiva, de acordo com informações do site O Antagonista. Para o advogado Juliano Prestes, as razões apresentadas pelo MPF para manter a prisão já não existem. Caberá a Moro acreditar na alegação de caixa 2. Se der certo, João Santana também vai pedir para sair. Mônica Moura e o marqueteiro João Santana admitiram, na semana passada, em depoimento de delação premiada, que erraram ao aceitar pagamento por meio de caixa dois, mas que a prática é comum em campanhas eleitorais no país. "Se todos que já foram remunerados com caixa 2 no Brasil fossem tratados com o mesmo rigor que eu, era para estar aqui, atrás de mim, uma fila de pessoas que chegaria a Brasília. Uma muralha humana capaz de concorrer com a muralha da China. Capaz de ser fotografada por qualquer satélite que orbita em torno da terra.Mas estaria eu aqui a defender o caixa 2? Jamais!", afirmou Santana, em delação. Santana e Mônica disseram ter recebido dinheiro de caixa dois para a campanha eleitoral de 2010 da presidente afastada Dilma Rousseff. O total do valor chega a R$ 4,5 milhões. De acordo com Mônica, trabalho na eleição foi concluído, mas a campanha não pagou tudo o que devia. Ainda segundo ela, o casal fez cobranças insistentes ao PT. Em 2013, Mônica e João Santana foram chamados pelo então tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, que os orientou a procurar Zwi Skorniki, que tinha negócios com a Petrobras e faria os pagamentos. De dez parcelas, nove foram pagas em uma conta não declarada no exterior.