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BRASIL
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007, 19h:58

Ex-comandante aguarda convocação

JOÃO NAVES e RICARDO BRANDT
Da Agência Estado - Campo Grande
O ex-comandante da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e atual deputado estadual José Ivan de Almeida (PSB), um dos policiais graduados envolvidos com a máfia dos caça níqueis, disse ontem que ainda não havia convocado para depor sobre o assunto na Polícia Federal. Ele é apontado pela PF, como um dos proprietários de máquinas caça níqueis, juntamente com Ari Portugal, em 12 equipamentos do gênero. Além do coronel Ivan e tenente-coronel David dos Santos, estão envolvidos, segundo levantamentos da PF, com a organização criminosa, o tenente-coronel Marmo Marcelino Vieira de Arruda, o major Sérgio Roberto de Carvalho, o coronel Edson Gonçalves da Silva. O delegado Marcelo Vargas, afirma que prestou depoimento ontem, como testemunha. São sete policiais civis e sete militares, entre graduados e de cargos menores. ENRIQUECIMENTO ILÍCITO A Polícia Federal (PF) rastreia informações que apontem enriquecimento ilícito de envolvidos na Operação Xeque-Mate. Dados das quebras de sigilo fiscal dos acusados constante do inquérito ao qual a reportagem teve acesso mostram movimentações financeiras superiores aos rendimentos declarados por parte de alguns deles. Um dos alvos da devassa é o compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva Dario Morelli Filho. O irmão mais velho de Lula, Genival Inácio da Silva, o "Vavá", não foi alvo de pedido de quebra de sigilo fiscal, apesar de ter sido acusado de receber dinheiro da quadrilha para fazer lobby no governo e na Justiça. No relatório enviado pela Receita Federal, a análise de movimentação financeira de Morelli Filho de 2002 a 2006 levantou suspeita. A primeira delas foi o aumento da movimentação financeira dele entre 2005 e 2006.

Edição EDIÇÃO 16960




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