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BRASIL
Segunda-feira, 29 de Março de 2010, 21h:32

QUESTÕES CLIMÁTICAS

EUA querem Brasil como parceiro

DENISE CHRISPIM MARIN
Da Agência Estado – Brasília
Ao mesmo tempo em que pretendem atuar em parceria com o Brasil nas negociações globais sobre mudança do clima, os Estados Unidos já deixaram em Brasília um sinal claro de que não apresentarão nenhuma oferta adicional de corte de suas emissões de gases do efeito estufa. A perspectiva de sucesso da 16ª Conferência do Clima (COP-16), no final deste ano no México, dependeria, em grande medida, desse movimento de Washington. "Os EUA têm de se mover conforme a sua lei (ambiental). O presidente (Barack Obama) não pode propor algo que não possa, depois, levar adiante", afirmou a subsecretária de Estado para a Democracia e Assuntos Globais, María Otero. PARCERIA Nascida em La Paz, Bolívia, e nomeada em agosto do ano passado para o posto, María Otero falou ontem sobre a possibilidade de parceria Brasil-EUA nessa área com a subsecretária de Assuntos Políticos do Itamaraty, Vera Machado, e com o principal negociador brasileiro na área de mudança climática, embaixador Luiz Alberto Figueiredo. À reportagem, María repetiu as máximas de Obama, diante do acordo pífio fechado na COP-15, em Copenhague (Dinamarca), em dezembro passado. Ela insistiu que o documento de Copenhague foi apenas um rascunho de acordo, que continuará em discussão, e que há "intenção dos EUA de seguir adiante em longo prazo" em um pacote mais amplo, que envolveria também incentivos às energias renováveis e à maior eficiência no uso energético. Deixou claro, também, que a criação de um mecanismo de verificação das ações ambientais de países em desenvolvimento - proposta americana que desencadeou o fracasso da COP-15 - continuará sobre a mesa.

Edição EDIÇÃO 16962




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