Representantes de instituições da área médica e de serviços comunitários de recuperação de viciados em drogas concluíram que a venda indiscriminada de bebidas a jovens, sem o devido controle por parte do Estado, além de funcionar como uma espécie de porta de entrada para o consumo de drogas é argumento suficiente para derrubar qualquer iniciativa de liberação do consumo de drogas no país. ABP O representante da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti, é um dos mais enfáticos nesse aspecto. Falar de liberação de drogas é uma piada. Se o governo não tem o mínimo controle no uso de bebidas alcoólicas e cola [de sapateiro], pelas crianças e adolescentes, não terá controle também sobre o consumo das drogas, afirmou o médico. Ele também criticou a ausência de profissionais de medicina qualificados para lidar com viciados, nos debates e na formulação de políticas públicas do governo federal. Silveira defendeu a execução integrada entre União, estados e municípios nas ações de combate às drogas.