DENISE CHRISPIM MARIN
Da Agência Estado Brasília
A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília fez ontem um apelo velado para que a Secretaria Especial de Direitos Humanos apoie a devolução de S.G., de 8 anos, a seu pai, o americano David Goldman. "O Brasil e os EUA têm um acordo internacional sobre como resolver casos de abdução de menores de seus países de residência e sua posterior retenção: a Convenção de Haia, de 1980. Ambos os países têm a obrigação de garantir que esse tratado seja respeitado", informou hoje a embaixada, por meio de nota. O texto elogiou o "profissional e competente" Judiciário brasileiro e informou que aguarda "respeitosamente" a decisão do 16º Tribunal Federal do Rio, a instância que julgará a disputa pela guarda do menino entre o pai biológico e o padrasto,o advogado João Paulo Lins e Silva. A nota, no entanto, destacou que os EUA facilitaram a devolução de sete crianças ao Brasil desde 2000. Em audiência na Câmara dos Deputados, o ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, se mostrou favorável à permanência de S. com sua família brasileira, desde que sejam garantidos os direitos de David. Vannuchi defendeu que a Justiça não considere a opinião do menino de ficar no Brasil. S. viveu em Nova Jersey até 2004, quando sua mãe, Bruna Bianchi, decidiu voltar ao Rio. No Brasil, ela pediu o divórcio e obteve a guarda do menino. Em agosto passado, Bruna faleceu ao dar à luz uma menina.