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BRASIL
Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013, 20h:38

REELEIÇÃO

Dilma teria pedido apoio a Eduardo Campos

Depois de fazer algumas colocações, Dilma disse ao aliado que concorrerá à reeleição e gostaria de continuar contando com o apoio do PSB, presidido por Campos

A presidente Dilma Rousseff, em conversa com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse ontem que concorrerá à reeleição em 2014 e pediu apoio ao aliado socialista. As informações são segundo fontes do partido. A conversa entre Dilma e Campos foi franca, e a presidente disse ao governador que compreende os movimentos do partido aliado, o crescimento eleitoral da legenda, mas que isso não interfere na relação com o governo, segundo relato de um dos socialistas ouvidos pela Reuters, que pediu anonimato. Depois de fazer esse preâmbulo, Dilma disse ao aliado que concorrerá à reeleição e gostaria de continuar contando com o apoio do PSB, presidido por Campos. Essa disposição de Dilma foi confirmada por outro socialista, que também pediu para não ter seu nome revelado e conversou com Campos depois do encontro com a presidente. Desde que chegou à Presidência, Dilma nunca assumiu publicamente que concorreria à reeleição, mas ao dizer que será candidata a um aliado que pode ser seu adversário mostra que começou a montar a estratégia para a reeleição. Dentro do PT, no entanto, sempre se manteve a possibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentar retornar ao posto em 2014. Ex-chefe de gabinete de Lula entre 2003 e 2010, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, já chegou a afirmar que o ex-presidente estava no "banco de reservas" e poderia ser convocado. PARCERIA Depois de ouvir de Dilma sobre seus planos, Campos lembrou a longa parceira do PSB com o PT e disse que é legítimo o anseio de seu partido, diante do crescimento eleitoral, de vislumbrar a possibilidade de um projeto próprio de poder, segundo as fontes. "Mas ele foi sincero e disse à presidente que o partido continuará sendo fiel à aliança, ajudará o governo a enfrentar as dificuldades, mas que sobre 2014 só deveriam tratar em 2014", disse uma das fontes. Na saída do encontro no Planalto, Campos usou o mesmo discurso de deixar 2014 para 2014 ao ser questionado por jornalistas, esquivando-se de falar sobre qualquer compromisso com uma aliança para a reeleição. O nome de Campos para a disputa presidencial ganhou força após as eleições municipais em 2012, quando o PSB elegeu mais de 440 prefeitos e chegou ao comando de cinco capitais. Desde então, Dilma já se reuniu pelo menos quatro vezes com o governador pernambucano. CÂMARA O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, teve um encontro reservado na tarde de anteontem com o deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG), candidato à presidência da Câmara dos Deputados por indicação da bancada socialista. Ao lado de Delgado, também estiveram presentes diversos parlamentares socialistas, entre os quais Sandra Rosendo (RN), Gonzaga Patriota (PE), Fernando Bezerra Coelho Filho (PE) e Valterni Pereira (MT). Apesar de ter sido recebido pelo presidente nacional da legenda, Delgado não obteve o apoio formal do governador. "Eu disse a ele que não vou interferir no processo. Já fui deputado, sei que esse tipo de interferência não agrada os parlamentares", afirmou Eduardo Campos. Após encontro reservado, na sede do governo, Delgado acompanhou o governador pernambucano em evento administrativo. Apesar de não contar com o apoio da bancada pernambucana, que deve fechar com Henrique Eduardo Alves (PMDB), o deputado avaliou o encontro como positivo. "Estou extremamente satisfeito pela forma como fui recebido pelo governador", disse sem apresentar mais detalhes sobre as propostas de sua candidatura. De Recife, Júlio Delgado seguiu para a Paraíba, governada pelo também socialista Ricardo Coutinho.

Edição EDIÇÃO 16967




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