BRASIL
Segunda-feira, 15 de Julho de 2013, 21h:14
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PARAGUAI
Dilma mantém disposição de ir à posse de Horacio
RENATA GIRALDI e DANILO MACEDO
Da Agência Brasil Brasília
A presidente Dilma Rousseff mantém a disposição de participar da cerimônia de posse do presidente eleito do Paraguai, Horacio Cartes, no próximo dia 15, em Assunção, apesar de o paraguaio ter anunciado a recusa de reintegração de seu país ao Mercosul. No último dia 12, Dilma e os presidentes José Pepe Mujica (Uruguai), Cristina Kirchner (Argentina) e Nicolás Maduro (Venezuela) oficializaram a intenção de participar da solenidade de posse de Cartes. No mesmo dia, porém, quando os presidentes anunciaram a disposição de reintegração do Paraguai, Cartes emitiu comunicado rechaçando a decisão. No texto, o presidente eleito diz que não reconhece a adesão da Venezuela ao bloco, que ocorreu em dezembro - no período em que o Paraguai estava suspenso, e que considera a suspensão do Paraguai ilegítima. Em 22 de junho, o Paraguai foi suspenso do Mercosul e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que reúne 12 nações, porque os líderes regionais concluíram que o processo de impeachment do então presidente Fernando Lugo rompeu com a ordem democrática. Os paraguaios negaram irregularidades e, desde então, tentam a reintegração aos grupos. No dia 12, durante a Cúpula do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai, Dilma, Mujica, Cristina Kirchner e Maduro concordaram com a reintegração do Paraguai a partir do dia 15 de agosto data da posse de Cartes. Em comunicado divulgado há três dias, Cartes ressaltou que há as melhores relações bilaterais possíveis com as nações com as quais o Paraguai mantém relações diplomáticas. Anteriormente, o presidente eleito condicionou o retorno do Paraguai ao Mercosul desde que o país assumisse a presidência pro tempore (temporária) do bloco. Porém, o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Luis Almagro, descartou a hipótese alegando que a presidência temporária seguia o critério de ordem alfabética e que o Paraguai ainda estava suspenso, por isso a Venezuela, assumiu o comando temporário do bloco. Cartes, por sua vez, reiterou não reconhecer o ingresso da Venezuela no Mercosul.